- Passageiros do navio MV Hondius são evacuados para seus países para isolamento e tratamento, se necessário; outros passageiros já resgatados seguem em voos anteriores e seus contatos estão sendo rastreados.
- Nove casos de hantavírus identificados entre pessoas que estiveram a bordo, sendo sete confirmados; três mortes ocorreram a bordo ou após deslocamento do navio; quatro pessoas foram evacuadas para tratamento médico.
- Autoridades afirmam que o risco de transmissão à população em geral continua baixo.
- A OMS ressalta que não se trata de pandemia, explicando que esse hantavírus da linhagem Andes se espalha de maneira diferente de Covid-19 e influenza.
- Medidas de isolamento são mantidas ou estendidas para quem teve contato próximo com os infectados, com monitoramento de contatos em diversos países.
O navio de cruzeiro MV Hondius enfrenta um surto de hantavírus que envolve passageiros e tripulação. Em resposta, evacuações começaram, com alguns viajantes retornando aos seus países para isolamento e tratamento médico, conforme necessário. As autoridades ressaltam que o risco de transmissão ampla à população continua baixo.
Ainda segundo informações oficiais, nove casos foram identificados entre pessoas que viajaram no navio, com sete confirmados por testes. Três pessoas morreram; duas quando estavam a bordo ou após desembarcar. Quatro outros passageiros foram removidos do navio para tratamento médico.
A operação de rastreamento de contatos envolve passageiros que permaneceram no navio, bem como aqueles que já viajaram em voos ou ligações anteriores. A vigilância busca monitorar contatos que possam ter sido expostos ao vírus durante a viagem.
O incidente ocorreu após o cruzeiro ter saído da Argentina há cerca de um mês e ter visitado áreas remotas de vida selvagem. A hantavírus geralmente se transmite por roedores, mas a forma Andes pode apresentar transmissão entre humanos em contatos muito próximos.
Medidas de isolamento e gestão
As autoridades informam que a maioria dos evacuares deve permanecer isolada por mais de 30 dias para evitar possível transmissão. No total, 14 cidadãos espanhóis estão sob quarentena obrigatória em um hospital militar em Madri, e 20 britânicos isolam-se em um hospital em Merseyside, após retorno de Tenerife.
Profissionais de saúde britânicos destacam que todos os evacuares estavam saudáveis e assintomáticos no momento, mas o período de isolamento pode ser ajustado conforme evolução científica. A avaliação de risco para pessoas sem ligação direta ao cruzeiro permanece extremamente baixa.
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