Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Químicos persistentes caem até 74% em ovos de aves marinhas, aponta estudo

Estudo de cinquenta e cinco anos aponta queda de até setenta e quatro por cento de PFAS em ovos de aves marinhas no Canadá, reflexo de regulações internacionais

Compostos PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, persistem por décadas na água e no ambiente. — Foto: Universidade de British Columbia
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo de 55 anos mostra queda de até 74% nos PFAS em ovos de atobá-do-norte na Ilha Bonaventure, Canadá.
  • Níveis cresceram entre as décadas de sessenta e noventa, acompanhando a expansão industrial, e caíram após restrições internacionais e regulações.
  • PFOS caiu de cerca de 100 ppb para 26 ppb até 2024; PFOA registrou queda de aproximadamente quarenta por cento no mesmo período.
  • Mudanças regulatórias globais, incluindo a Convenção de Estocolmo, contribuíram para reduzir a presença dessas substâncias no ambiente.
  • Pesquisadores alertam que novos PFAS menores substituem os antigos e continuam apresentando riscos, mantendo a necessidade de vigilância científica e regulatória.

Compostos PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, caíram até 74% em ovos de aves marinhas no Canadá, segundo estudo que analisa 55 anos de dados. A pesquisa foi realizada com ovos de atobá-do-norte coletados na Ilha Bonaventure, no estuário do Rio São Lourenço, um dos maiores corredores hídricos da América do Norte. Os dados mostram aumento das concentrações entre as décadas de 1960 e 1990, seguidas de queda após restrições e mudanças regulatórias internacionais.

Os resultados indicam que o pico de PFAS ocorreu quando a indústria utilizava intensamente essas substâncias. Desde então, as regulações passaram a reduzir a presença desses compostos no ambiente. A equipe aponta que as estratégias de controle mostram efeito positivo mesmo em poluentes altamente persistentes.

Entre os compostos analisados, o PFOS registrou queda de 74% no período, saindo de cerca de 100 ppb para 26 ppb até 2024. O PFOA apresentou redução de aproximadamente 40% no mesmo intervalo, sinalizando benefício de políticas globais mais rigorosas.

Mudanças regulatórias globais

A pesquisa associa os avanços à inclusão do PFOS na Convenção de Estocolmo, que restringe poluentes orgânicos persistentes. Além disso, houve abandono gradual da produção por parte de empresas químicas após pressões ambientais. As mudanças destacam a eficácia de políticas públicas na redução de contaminantes de longa duração.

Implicações para outras regiões

O estudo reforça a importância de vigilância científica contínua, já que novas gerações de PFAS menores substituíram partes dos compostos antigos. Mesmo assim, os substitutos permanecem com potencial de risco e podem ser difíceis de detectar em organismos. Pesquisas indicam presença de PFAS em água potável, alimentos e outras fontes ao redor do mundo.

Contexto científico e futuro da pesquisa

Especialistas ressaltam que, embora haja queda em ovos de aves marinhas, o problema não está encerrado. Os PFAS continuam presentes no ambiente por décadas, exigindo monitoramento constante e avaliação de novos compostos. O estudo também aponta a necessidade de ampliar a cobertura geográfica das análises para entender impactos locais e globais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais