- Navio de luxo MV Hondius transportava cento e cinquenta passageiros de dezenove nacionalidades, com surto de hantavirose a bordo; três mortes e mais quatro casos confirmados, desembarque iniciado nas Ilhas Canárias.
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- Embarcação partiu de Ushuaia em 1º de abril, com desembarque iniciado nas Ilhas Canárias neste fim de semana, seguindo protocolos sanitários.
- Cepa hantavírico andina, transmitida por roedores, está associada a atividades como desmatamento e expansão agrícola; o caso é o mais incidente na América do Sul.
- A Organização Mundial da Saúde recomenda monitorar todos os passageiros e tripulantes por quarenta e dois dias após o desembarque e alerta para riscos da decisão dos EUA de flexibilizar quarentena.
- Além do episódio, a OMS lembra que a crise climática pode favorecer novas pandemias e que o Acordo sobre Pandemias, aprovado há um ano, precisa de ratificação de pelo menos sessenta países; o prazo para ajustes internos costuma levar dois anos.
Em meio a um novo alerta global, surge o caso de surto de hantavirose a bordo de um cruzeiro de luxo que cruzou o Atlântico com 150 passageiros de 19 nacionalidades. A operação de desembarque do MV Hondius começou neste final de semana nas Ilhas Canárias, na Espanha, após o navio partir de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. Três mortes foram registradas, e outros quatro casos foram confirmados.
A Organização Mundial da Saúde reforçou a necessidade de monitorar todos os ocupantes da embarcação por 42 dias após o desembarque e destacou riscos da flexibilização de quarentena adotada por alguns países. A atuação rápida de autoridades sanitárias é apontada como essencial para evitar pânico e falsas informações, bem como para orientar o manejo das infecções.
A cepa identificada no navio, conhecida como cepa andina, tem maior incidência na América do Sul e costuma propagarse por roedores silvestres. Destruição de habitats naturais e expansão agrícola amplificam o contato entre humanos e animais infectados. Assim, as autoridades enfatizam vigilância contínua e comunicação clara com o público.
A OMS também aponta para a necessidade de vigilância integrada diante de mudanças climáticas, que devem favorecer a ocorrência de novas pandemias ou surtos de doenças. Em contexto mais amplo, o Acordo sobre Pandemias, aprovado pela OMS há um ano, busca medidas mais eficazes para prevenir e responder a emergências globais.
Para que o acordo tenha efeito, é preciso que pelo menos 60 países o ratifiquem. Estima-se que ajustes internos nos signatários levem cerca de dois anos, tempo que coincidiria com fases críticas da pandemia de covid-19. O episódio do Hondius evidencia que a inação sanitária pode ter custos elevados.
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