- Autoridades monitoram passageiros e tripulantes do navio Hondius, em quarentena nos Estados Unidos e na Europa, após surto de hantavírus.
- Até a manhã de terça-feira, 122 pessoas foram evacuadas; 87 passageiros e 35 tripulantes, na maioria já retornando aos seus países.
- Restam 27 a bordo: 25 tripulantes e 2 profissionais médicos, que seguem para Roterdã, na Holanda, para desinfecção do navio.
- Três passageiros morreram desde 11 de abril; há 11 casos relatados, sendo 9 confirmados como cepa Andes e 2 prováveis.
- O monitoramento deve se estender por semanas; o risco ao público permanece baixo.
O hantavírus continua sendo monitorado pelas autoridades de saúde após o surto a bordo do navio MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions. O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1 de abril, com escala em ilhas remotas e viagens pelo Atlântico, antes de chegar a Tenerife e, posteriormente, permanecer frente a Cabo Verde devido às medidas de contenção. Até o momento, 11 casos foram relatados entre passageiros e tripulantes, com três mortes atribuídas à doença.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que todos os casos envolvem pessoas a bordo do navio. A maioria dos casos confirmados é da cepa Andes do hantavírus. À medida que o surto se desenrolou, equipes internacionais passaram a realizar testes e monitoramento de contatos próximos. O público em geral é considerado de baixo risco pelas autoridades de saúde.
Até a manhã de terça-feira, 122 pessoas haviam sido evacuadas: 87 passageiros e 35 tripulantes retornaram aos seus países. Cinco australianos e um neozelandês estão na Holanda para repatriação ainda nesta semana. As 27 pessoas remanescentes a bordo, incluindo 25 tripulantes e 2 médicos, seguem rumo a Roterdã para desinfecção do navio, com previsão de chegada ainda neste fim de semana.
Situação a bordo e desdobramentos
No total, 11 casos do hantavírus foram relatados pela OMS, sendo nove confirmados como a cepa Andes. Os outros dois são considerados prováveis. A OMS aponta que a transmissão entre pessoas é relacionada principalmente à cepa Andes, com exposição prolongada a indivíduos sintomáticos. As próximas semanas devem confirmar se cada contaminado permanece em monitoramento domiciliar ou institucional.
Entre os que permanecem sob vigilância nos Estados Unidos, 17 americanos e um cidadão de dupla nacionalidade britânica estão em instalações médicas ou de quarentena. As idades variam de quase 30 a pouco mais de 80 anos, com maior vulnerabilidade entre idosos e pessoas com comorbidades. Uma pessoa permanece em unidade de biocontenção após teste positivo.
Monitoramento internacional e estado atual
Duas pessoas — um casal — foram transferidas para a Universidade Emory, em Atlanta, por limitações de capacidade. Pelo menos uma delas apresenta sintomas. Países como França e Espanha também notificaram casos positivos entre evacuações ou em contexto hospitalar, reforçando a necessidade de vigilância contínua. Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS, destacou que mais casos podem surgir devido ao período de incubação.
Colaborações globais seguem para testar contatos próximos e impedir novas infecções. Autoridades ressaltam que a transmissão comunitária é improvável fora do ambiente do navio. O risco para o público permanece baixo, segundo autoridades de saúde dos EUA e da OMS.
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