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Biólogo lança dispositivo que promete reduzir incêndios florestais

Carbon Exchange lança sensor de monitoramento em tempo real de incêndios e auditoria contínua, com perspectiva de faturar até R$ 10 milhões em três anos

Christian Vosgrau, fundador e CEO da Carbon Exchange: empresa participa do BAS 2026 (Guilherme Gonçalves/Exame)
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  • Christian Vosgrau, biólogo da Unicamp, criou a Carbon Exchange em 2023 para monitorar incêndios florestais e apoiar o mercado de créditos de carbono.
  • O equipamento da empresa mede pressão atmosférica, umidade, temperatura, fumaça e som da floresta, transmitindo dados em tempo real por satélite ou 5G para monitoramento 24/7.
  • O modelo de negócios é de serviço, com instalação e cobrança mensal por hectares monitorados, visando faturar até R$ 10 milhões em até três anos.
  • Em 2024 a empresa registrou faturamento de R$ 400 mil; a projeção para este ano é de R$ 1,5 milhão com novos contratos e presença em feiras como o BAS 2026, em Belém.
  • A empresa planeja lançar um novo dispositivo com microfones para detectar incêndios com mais rapidez e ampliar atuação internacional, fortalecendo parcerias no mercado de créditos de carbono.

Ao chegar aos 50 anos, o biólogo paulista Christian Vosgrau criou a Carbon Exchange, empresa lançada em 2023 com foco em incêndios florestais. A startup promete monitorar a floresta em tempo real e auditar áreas preservadas, para o mercado de créditos de carbono.

O dispositivo, do tamanho de um celular, mede temperatura, umidade, pressão atmosphere e fumaça, transmitindo dados por satélite ou 5G. Funcionando 24/7, ele monitora até o som da floresta e envia informações ao software da empresa.

O serviço é vendido como assinatura, com instalação em áreas florestais ou agrícolas e cobrança por hectare monitorado. Vosgrau afirma que a solução oferece auditoria contínua de floresta em pé, útil para CPR Verde e o mercado de créditos de carbono.

Em 2024, a Carbon Exchange registrou faturamento de 400 mil reais. A projeção para este ano é de 1,5 milhão, com planos de ampliar bases em mais estados e participar de feiras, incluindo BAS em Belém.

A empresa prepara uma rodada de investimentos Série A até o fim de 2026. O CEO destaca a hipótese de um novo dispositivo com microfones para detectar incêndios via som, o que, segundo ele, aceleraria a detecção em áreas com ventos fracos.

A iniciativa insere a Carbon Exchange no contexto de incêndios cada vez mais frequentes, cenário global que inclui 45 milhões de hectares queimados em 2023 e custo estimado de US$ 40 bilhões. No Brasil, o foco está no Pantanal, Cerrado e Amazônia, segundo dados de mapas de monitoramento.

Paralelamente, a empresa busca parcerias com grandes clientes do setor de silvicultura no Mato Grosso, em São Paulo e agora no Norte, mirando expansão internacional. A participação no BAS 2026 marca uma etapa de conexão entre tecnologia, inovação e sustentabilidade.

A solução da Carbon Exchange é apresentada como ferramenta para garantir a integridade das florestas e oferecer maior confiabilidade ao mercado de créditos de carbono, conforme o próprio Vosgrau.

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