- Brasil recebe o primeiro reator de alta tensão a óleo vegetal da América Latina, instalado na Subestação Bauru, em São Paulo, pela ISA Energia em parceria com a Hitachi Energy.
- O projeto envolve investimento de 18 milhões de reais para quatro unidades, as maiores já fornecidas pela Hitachi, totalizando aproximadamente 58.800 litros de óleo vegetal.
- O equipamento utiliza fluido isolante de origem renovável, substituindo o óleo mineral, com 99% de biodegradabilidade em cerca de dez dias.
- A solução reduz em até 11% as emissões ao longo do ciclo de vida e apresenta ponto de fulgor mais alto, aumentando a segurança perante riscos de incêndio.
- A iniciativa está alinhada à estratégia da ISA Energia para a transição energética, com metas de reduzir 60% das emissões até 2040 e 90% até 2050.
A ISA Energia, em parceria com a Hitachi Energy, instalou o primeiro reator de alta tensão a óleo vegetal da América Latina. O equipamento está na Subestação Bauru, no interior de São Paulo, e custa R$ 18 milhões. A iniciativa envolve quatro unidades, as maiores já fornecidas pela Hitachi, totalizando cerca de 58.800 litros de óleo vegetal.
O objetivo é estabilizar a rede de transmissão e reduzir impactos ambientais. O fluido isolante de origem renovável substitui o óleo mineral, reduzindo emissões ao longo do ciclo de vida em até 11%. A solução é 99% biodegradável em cerca de 10 dias.
Além de ampliar a segurança operacional, o sistema apresenta ponto de fulgor mais alto, diminuindo o risco de incêndio nas subestações. Dayron Urrego, diretor-executivo de projetos da ISA Energia, afirma que a substituição reforça a transição energética alinhada à estratégia até 2040.
Reatores para estabilizar a rede elétrica
A rede brasileira depende de reatores instalados em subestações para manter a tensão dentro de limites seguros. Quando há desequilíbrios, a estabilidade pode ficar comprometida e levar a quedas de energia, especialmente com a intermitência de fontes renováveis.
As fontes solar e eólica, em expansão, provocam variações de geração ao longo do dia. A substituição do óleo mineral por óleo vegetal busca compensar esse desafio, mantendo confiabilidade e reduzindo impactos ambientais.
Em 2025, a ISA Energia também investiu em armazenamento de energia, com foco em baterias para uso em larga escala. A iniciativa faz parte das metas climáticas da empresa, que visam reduzir significativamente as emissões até 2040 e 2050.
A proposta é demonstrar que a modernização da transmissão pode andar junto de menores impactos ecológicos, sem comprometer a segurança e a eficiência do sistema elétrico. O projeto em Bauru marca, assim, um marco tecnológico para o setor.
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