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Chuva intensa mantém alerta para tempestades no litoral do Nordeste

Chuva intensa atinge o litoral nordestino até domingo, com até 150 mm, aumentando risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos nas capitais Recife, João Pessoa, Fortaleza e São Luís

Imagem GOES 16, colorizada pela Climatempo, indicando chuva na costa leste do NE
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  • Chuva intensa pode alcançar entre 100 mm e 150 mm até domingo (17) no litoral leste do Nordeste, aumentando o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos nas capitais Recife, João Pessoa, Fortaleza e São Luís.
  • Em João Pessoa, entre 1º e 12 de maio choveu 326,4 mm, acima da média de 288 mm para maio; abril registrou 557 mm e Bayeux/São Bento somou 570,4 mm no mês passado.
  • Em Recife, a região de Nova Descoberta teve 386,9 mm nos primeiros 12 dias de maio; abril fechou com 518,8 mm, e áreas da Grande Recife registraram volumes entre 300 mm e 600 mm, com destaque para Olinda (604 mm).
  • O solo já está encharcado e rios e canais operam com níveis elevados, elevando o risco de deslizamentos, transbordamentos e alagamentos urbanos.
  • A previsão aponta instabilidade do tempo entre o litoral do Rio Grande do Norte e o sul da Bahia, com chuva moderada a forte na Zona de Convergência Intertropical no Norte do Nordeste, estimando cerca de 100 mm para cinco dias em Fortaleza e São Luís.

A costa leste do Nordeste deve registrar volumes elevados de chuva até o próximo domingo. Capitais como Recife, João Pessoa, Fortaleza e São Luís podem acumular entre 100 mm e 150 mm, elevando o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra. A previsão aponta tempo instável na região durante a semana.

Segundo a Climatempo, a situação mais crítica ocorre nas áreas metropolitanas de Recife e João Pessoa. Nos dois casos, o volume acumulado nos primeiros 12 dias de maio já supera a média mensal prevista para todo o mês.

Em João Pessoa, choveu 326,4 mm entre 1º e 12 de maio, acima da média de 288 mm para maio. Em abril, o acumulado atingiu 557 mm, mais que o dobro da média de 236 mm. Dados do Cemaden apontam 570,4 mm na região Bayeux/São Bento no mês anterior.

Em Recife, a região de Nova Descoberta registrou 386,9 mm nos primeiros 12 dias de maio, acima da média mensal de cerca de 320 mm. Abril teve 518,8 mm, com áreas da Grande Recife entre 300 mm e 600 mm, destaque para Olinda, com 604 mm.

O excesso de chuva desde abril deixou o solo encharcado e elevou os níveis de rios, aumentando o potencial de deslizamentos, transbordamentos e alagamentos urbanos. A combinação de água acumulada e solos saturados amplia o risco em áreas de encosta.

A chuva intensa resulta da atuação de uma nova onda de leste próxima ao litoral da Paraíba e de Pernambuco, segundo a Climatempo. Ventos marítimos mais fortes elevam a umidade, enquanto a circulação em camadas altas favorece nuvens carregadas.

Outro fator é a temperatura do mar acima da média na costa leste do Nordeste. O aquecimento dos mares aumenta a evaporação e fornece mais umidade para a atmosfera, mantendo as áreas de instabilidade ativas.

Previsões indicam tempo instável entre o litoral do Rio Grande do Norte e o sul da Bahia ao longo da semana. A passagem de uma frente fria pelo litoral baiano pode estimular novas áreas de chuva.

Na região norte do Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical continua ativa, mantendo risco de chuva moderada a forte em Fortaleza e São Luís. A expectativa é de cerca de 100 mm de chuva nos próximos cinco dias para as duas capitais.

Em abril, Fortaleza ficou entre as mais chuvosas do país, com acumulados entre 250 mm e 430 mm. Já São Luís registrou 570,6 mm no mês, segundo o Cemaden. As duas cidades permanecem sob monitoramento de Defesa Civil.

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