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Cólica em bebê: 8 verdades que mudam a forma de cuidar

Especialista alerta: cólica varia entre bebês; sinais, causas distintas e medidas simples para alívio, com avaliação médica quando necessário

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  • Nem todo choro intenso é cólica; identificar se o desconforto vem de fome, sono, frio, fralda suja ou gases evita conclusões erradas.
  • A cólica real é mais forte, prolongada e difícil de acalmar; nesses momentos, colo, peito ou chupeta costumam não resolver.
  • As crises podem começar nas primeiras semanas e costumam piorar entre a quarta e a sexta semana, com melhora ao longo do tempo.
  • Dicas úteis: manter o ambiente calmo, observar padrões do choro, reduzir estímulos no fim do dia, acolher o bebê no colo, massagens suaves na barriga e registrar horários.
  • Procure avaliação médica se surgirem sinais como febre, vômitos persistentes, sangue nas fezes, barriga muito distendida, recusa de mamadas ou baixo ganho de peso.

O bebê que chora sem parar nem sempre tem cólica. Especialistas alertam para a importância de diferenciar o que provoca o choro nos primeiros meses, para evitar conclusões precipitadas e orientar os cuidados. Gases, dificuldade para evacuar e cólica podem apresentar sinais parecidos, mas têm origens distintas.

Segundo o fisioterapeuta pediátrico Icaro Ramalho, entender as diferenças ajuda a cuidar melhor da criança. O texto apresenta o que é mito e o que é verdade sobre cólica, além de estratégias de alívio e quando buscar orientação médica.

Nem todo choro forte é cólica, indicam especialistas. O choro pode ter causas como fome, sono, frio, calor, fralda suja, gases ou cansaço. Em geral, a cólica é mais intensa, prolongada e difícil de acalmar durante o pico da crise.

A cólica costuma aparecer cedo, ainda nas primeiras semanas de vida, com piora frequente entre a quarta e a sexta semana. A tendência é a melhora conforme o amadurecimento neurológico do bebê, segundo a SBP, que relaciona o choro a desconfortos do dia a dia.

Mitos e verdades que você precisa conhecer

Se o bebê solta pum e melhora, pode não ser cólica. O comportamento de contorcer, chorar e relaxar logo após o gás indica desconforto relacionado aos gases, segundo o especialista.

Cólica e dificuldade para evacuar não são a mesma coisa. Quando o bebê faz força para evacuar e melhora depois, pode tratar-se de disquesia, comum nos primeiros meses. Fezes duras podem indicar prisão de ventre.

Remédio ou troca de fórmula resolvem qualquer cólica. Medicamentos para todo choro como cólica podem atrasar a identificação da causa real do desconforto, conforme orientação especializada.

O que realmente pode ajudar

Colo, ambiente calmo e posição adequada costumam trazer alívio. Observar o padrão de choro, os horários e sinais de tensão corporal é fundamental. Medidas simples ajudam no dia a dia.

  • Reduzir estímulos no fim do dia.
  • Acolher o bebê no colo e testar posições confortáveis.
  • Massagens suaves na barriga, em movimentos circulares.
  • Anotar horários e duração do choro para identificar padrões.
  • Procurar orientação de um fisioterapeuta pediátrico se o desconforto for frequente.

Quando buscar atenção médica

Bebês com cólica costumam mamar bem, ganhar peso e ficar tranquilos entre crises. Caso o padrão se desvie, é hora de avaliação médica. Fique atenta a febre, vômitos persistentes, sangue nas fezes, barriga muito distendida, recusa de mamadas ou baixo ganho de peso.

A fisioterapia pediátrica pode ajudar quando há tensão corporal, dificuldade de relaxar ou necessidade de avaliação individualizada. Não existe única causa nem técnica milagrosa; o cuidado depende do comportamento do bebê e das orientações para conforto.

Observação, acolhimento e orientação especializada são caminhos indicados pelos especialistas para lidar com o desconforto infantil.

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