- O São Paulo Innovation Week recebe mais de noventa mil pessoas na capital paulista entre a quarta-feira, 13, e a sexta-feira, 15.
- O filósofo Mario Sergio Cortella sustenta que a tecnologia precisa ser inclusiva na sua totalidade e questiona para quem os benefícios chegam.
- Ele analisa que a inteligência artificial traz riscos e ganhos para o mercado de trabalho e que excluir quem fica de fora seria cruel.
- Cortella compara a adaptação necessária à história do acendedor de lampiões e mostra otimismo com a inclusão de novas ferramentas na sociedade.
- O SPIW tem quinze trilhas temáticas, cento e cinquenta expositores, trinta e três palcos e mil e quinhentos palestrantes, com nomes como Spike Jonze, Daniel Goleman, Dmitry Muratov e Marcelo Gleiser; o evento ocorre no Pacaembu e na Faap, em parceria entre Estadão e Base Eventos.
O filósofo Mario Sergio Cortella participou da abertura do São Paulo Innovation Week, festival de tecnologia que ocorre na capital paulista, entre a quarta, 13, e a sexta-feira, 15. O evento reúne mais de 90 mil pessoas no Pacaembu e na Faap para discutir como a tecnologia impacta a sociedade, a economia e o dia a dia.
Cortella ressaltou que a tecnologia pode tanto encantar quanto facilitar o controle social. Em linguagem direta, ele questionou para quem os benefícios da inovação chegam, lembrando o antigo conceito latino Cui Bono e defendendo que a tecnologia precisa ser inclusiva em sua totalidade.
Segundo o filósofo, a expansão da inteligência artificial no mercado de trabalho deve ser acompanhada por medidas econômicas e sociais. Ele comparou a adaptação necessária a um marco histórico, como o acendedor de lampiões, e destacou a obrigação de inserir quem ficar para trás no processo de transformação.
Mesmo com críticas, Cortella expressou otimismo em relação ao avanço das inovações quando acompanhadas de inclusão. Em sua visão, a inovação pode revitalizar a convivência e ampliar a qualidade de vida para toda a comunidade, não apenas para parcelas privilegiadas.
Convivência e inovação
O SPIW, que reúne 15 trilhas temáticas, 150 expositores, 33 palcos e mais de 1,5 mil palestrantes, mantém atrações de peso. Entre participantes estão Spike Jonze, Daniel Goleman, Dmitry Muratov e Marcelo Gleiser, além de executivos de diversas empresas.
Para Cortella, o evento é uma oportunidade de aprendizado coletivo. Ele defende que inovar nem sempre significa criar algo inédito, mas manter a vitalidade de ideias antigas. A convivência, diz, é uma noção comunitária que pode ser repensada de forma inovadora.
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