- O filósofo Mario Sérgio Cortella, na abertura do São Paulo Innovation Week, disse que a tecnologia precisa ser totalmente inclusiva ou haverá exclusão, questionando para quem a inovação é boa.
- Cortella ressaltou que inovar nem sempre é criar algo novo; muitas vezes é dar vitalidade ao antigo e que a tecnologia deve beneficiar toda a comunidade, não apenas uma parte da população.
- Ele destacou riscos e benefícios da inteligência artificial no mercado de trabalho, sugerindo que talvez haja necessidade de adaptação, como ocorreu com o acendedor de lampiões, para que ninguém fique de fora de forma cruel.
- O SPIW reúne 15 trilhas temáticas, 150 expositores, 33 palcos e mais de 1,5 mil palestrantes, com nomes como Spike Jonze, Daniel Goleman e Dmitry Muratov, ocorrendo no Pacaembu e na Faap.
- Cortella encerra afirmando que a convivência é antiga e precisa ser revitalizada, enxergando a inovação como incremento da harmonia e da vida comunitária.
O filósofo Mario Sergio Cortella participou da abertura do São Paulo Innovation Week (SPIW), realizado na capital paulista entre quarta e sexta-feira. Ele abordou como a convivência precisa ser revitalizada diante do avanço tecnológico, que traz frutos e novos desafios.
Cortella ressaltou que a tecnologia pode ser encantamento ou controle, dependendo de escolhas coletivas. Questionou para quem a inovação realmente beneficia e defendeu uma visão inclusiva que estenda os benefícios a toda a comunidade, não a parcelas privilegiadas.
O pensador também discutiu o impacto da inteligência artificial no trabalho, sugerindo que a sociedade pode precisar se adaptar, assim como ocorreu com o acendedor de lampiões. Disse ainda que excluir a tecnologia inclusiva seria cruel para quem fica fora do mercado.
Convivência e inovação
O SPIW reuniu mais de 90 mil pessoas na programação de 2026, com 15 trilhas temáticas, 150 expositores e 33 palcos. O evento ocorreu no Pacaembu, em parceria com a Faap, reunindo empresários, pesquisadores e lideranças para debater IA, ciência e futuro.
Cortella também destacou que inovar nem sempre significa criar o inédito. Em sua visão, inovar pode ser dar vitalidade ao que já existe, fortalecendo uma dimensão comunitária da vida. A convivência foi apresentada como elemento altamente inovador.
O filósofo se mostrou otimista quanto ao ritmo das inovações, desde que a inclusão seja prioridade. Afirmou que evitar a tentativa de progresso é uma forma de impede o avanço social, e declarou-se esperançoso com cenários de maior integração tecnológica.
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