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Cuidar de quem cuida fortalece a saúde na enfermagem

Gestão de força de trabalho pode reduzir sobrecarga e melhorar a retenção de profissionais da Enfermagem diante de condições precárias no setor público e privado

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  • Brasil tem mais de 3 milhões de profissionais da enfermagem, atuando em hospitais, UBSs, UPAs, SAMU e equipes da Estratégia Saúde da Família.
  • Estudo da Scielo aponta condições precárias de trabalho: metade dos trabalhadores enfrenta insegurança; 62,5% ganham até R$ 3 mil e 14,4% ficam na faixa de subsalários; no setor privado, 40% também estão em condições precárias.
  • A sobrecarga de trabalho eleva o burnout, prejudica o desempenho e aumenta a rotatividade, agravando a escassez de mão de obra qualificada.
  • Ferramentas de Workforce Management podem distribuir escalas com base na demanda, no perfil dos profissionais e nas regras institucionais, promovendo equilíbrio e satisfação.
  • A tecnologia oferece visão integrada em tempo real, automatiza regras legais, reduz horas extras, aumenta a confiabilidade das informações e melhora retenção e engajamento.

No Brasil, a Enfermagem atua em três níveis: enfermeiros, técnicos e auxiliares. São mais de 3 milhões de profissionais que trabalham em hospitais, ambulatórios, UBSs, UPAs, SAMU e equipes da ESF. A atuação abrange toda a rede de atenção à saúde.

Dados de estudo recente mostram condições precárias no setor público: metade dos trabalhadores, salários baixos, 62,5% ganham até 3 mil e 14,4% recebem subsalários. No setor privado, 31,6% dos profissionais, com 40% em condições precárias e 22,1% na faixa de subsalários.

A sobrecarga de trabalho é um problema crônico. Ambientes de alta pressão, aliado à falta de suporte institucional, contribuem para burnout, queda de desempenho e maior rotatividade, agravando a escassez de mão de obra qualificada.

Gestão e inovação para o equilíbrio

Karla Spadafora, gerente dos Produtos de Saúde da SISQUAL WFM, aponta que ferramentas de Workforce Management ajudam a distribuir jornadas de forma mais equilibrada. A tecnologia planeja escalas conforme demanda, perfil e regras institucionais.

Com esse foco, as escalas passam a respeitar limites de jornada, descanso e competências necessárias. O resultado é maior equilíbrio operacional e bem-estar das equipes, além de melhorar a percepção de justiça no ambiente de trabalho.

A especialista destaca que escalas organizadas fortalecem a harmonia entre profissionais, elevam a satisfação e ampliam a retenção de talentos, sobretudo em áreas de maior pressão.

Tecnologia como aliada da gestão

Segundo Spadafora, o uso de tecnologia amplia a confiabilidade das informações e oferece visão integrada das operações em tempo real. WFM automatiza regras legais, reduz riscos de não conformidade e facilita decisões com rastreabilidade.

A adoção de dados operacionais e indicadores assistenciais permite otimizar recursos, reduzir horas extras e diminuir falhas relacionadas à fadiga. Equipes bem dimensionadas costumam apresentar maior engajamento e produtividade.

A gerente conclui que incluir trabalhadores nas decisões torna a gestão mais centrada nas pessoas. A tecnologia sustenta uma gestão mais justa, transparente e sustentável, cuidando de quem cuida para garantir excelência dos serviços.

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