- Um em cada oito adultos americanos toma regularmente algum auxiliar do sono, seja suplemento ou medicamento, segundo relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
- Especialistas alertam que melatonina, magnésio e outros podem mascarar a raiz do problema, indicando que o tratamento deve ser feito com acompanhamento médico para tratar a insônia.
- Mulheres têm maior probabilidade de ter dificuldades para dormir e também de usar auxiliares do sono do que homens.
- Os itens mais citados são suplementos de venda livre, seguidos por medicamentos com receita e canabidiol ou maconha; o uso aumenta com a idade, embora CBD seja mais usado por jovens de dezoito a 34 anos do que por pessoas acima de sessenta e cinco.
- Recomenda-se manter higiene do sono — horários regulares, exposição ao sol pela manhã, atividade física, reduzir telas à noite e ambiente fresco e escuro — pois tende a trazer benefícios mais duradouros do que o uso de suplementos.
Um novo levantamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) aponta que cerca de 12% dos adultos dos EUA utilizam regularmente algum tipo de auxiliar do sono, seja suplemento ou medicamento, para adormecer ou manter a noite.
O relatório, que analisou pesquisas de 2024, também destaca que quase um terço dos adultos não dorme as sete horas recomendadas. Mulheres são mais propensas a ter dificuldades e a recorrer a soluções de sono.
Sujay Kansagra, especialista em sono da Duke, afirma que muitas pessoas buscam atalhos com suplementos, como melatonina ou magnésio, em vez de tratar a raiz do problema. A orientação é procurar orientação médica.
O estudo aponta que o uso de auxiliares do sono aumenta com a idade. Entre adultos de 18 a 34 anos, cerca de 6% utilizam CBD ou maconha para dormir, enquanto o percentual entre adultos acima de 65 anos é de aproximadamente 2%.
A melatonina é o suplemento mais citado, seguido de magnésio e produtos de venda livre. Em geral, há evidências limitadas de benefício claro, com alguns relatos de sono mais rápido em algumas pessoas, mas sem ganho de performance consistente.
Especialistas alertam para riscos: suplementos podem deixar a pessoa sonolente no dia seguinte e, em alguns casos, apresentar efeitos adversos. Quanto ao CBD, não há dados consistentes de eficácia para sono.
Profissionais ressaltam que suplementos não devem mascarar problemas médicos que prejudicam o sono, como apneia, ansiedade ou efeitos de certos fármacos. Questões de vida e mudanças na rotina também influenciam o sono.
A recomendação é apostar em higiene do sono como base para melhora duradoura, além de tratar fatores como horários estáveis, exposição ao sol pela manhã, atividade física regular, redução de telas à noite e ambiente de sono adequado.
Higiene do sono como base
A prática constante de horários, luz natural pela manhã, exercícios e ambiente frio, escuro e silencioso costuma trazer benefícios mais duradouros do que o uso de suplementos ou medicamentos.
Cuidados específicos com suplementos
É aconselhável evitar o uso excessivo de magnésio, especialmente na forma de óxido, que pode causar desconforto intestinal. Citrato de magnésio pode ter efeito laxativo. A melatonina pode ajudar alguns dormirem um pouco mais rápido, mas não funciona para todos.
Quando buscar orientação médica
Se o sono ruim persiste, é essencial consultar um médico para avaliar possíveis transtornos como apneia ou distúrbios de ansiedade, além de revisar a medicação existente. A abordagem deve ser individualizada.
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