- Google e SpaceX estão em discussões sobre um possível acordo para lançar foguetes destinados a instalar data centers no espaço, alimentados por energia solar.
- A ideia faz parte do Projeto Suncatcher do Google, que prevê uma rede de satélites com chips voltados para tarefas de IA.
- O primeiro protótipo poderia ser lançado por volta de 2027, em parceria com a Planet Labs.
- A iniciativa envolve também outras empresas do setor espacial, segundo o Wall Street Journal.
- O desenvolvimento de centros de dados orbitais é considerado estratégico pela SpaceX, mas exige investimentos elevados e supera desafios técnicos, como custo de lançamento, manutenção em órbita e transmissão de dados entre satélites e a Terra.
O Google e a SpaceX estão em conversas sobre uma possível parceria para lançar foguetes com o objetivo de instalar data centers de IA no espaço. A informação foi publicada pelo Wall Street Journal nesta terça-feira (12).
Segundo o jornal, a Alphabet também negocia o projeto com outras companhias do setor espacial. A ideia envolve estruturas em órbita capazes de armazenar dados e realizar cálculos de IA, alimentadas por energia solar captada no espaço.
No Google, a iniciativa integra o Projeto Suncatcher, que prevê uma rede de satélites com chips da empresa voltados a tarefas de IA. O primeiro protótipo seria lançado por volta de 2027, em parceria com a Planet Labs.
A proposta surge na esteira de uma corrida global por infraestrutura computacional para IA. Modelos mais avançados exigem mais energia, chips e data centers, atualmente concentrados em instalações terrestres.
A reportagem destaca ainda que o desenvolvimento de centros de dados orbitais é visto como estratégico pela SpaceX. Entre os obstáculos estão custo de lançamento, manutenção em órbita e transmissão de dados entre satélites e a Terra.
Desafios e próximos passos
- Investimentos elevados e complexidade técnica são apontados como entraves principais para a viabilidade do projeto.
- A equipe envolve equipes de hardware de IA, aeroespacial e operações de satélite, com provável necessidade de normas regulatórias.
- Caso avance, o acordo poderá acelerar inovações em redes de IA e em tecnologia de energia solar orbital.
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