- ICTi, criado em abril de 2025, já soma vinte e uma patentes depositadas, com meta de quarenta a cinquenta até 2026.
- A estratégia inclui ampliar parcerias com universidades internacionais, abrir hub em Palo Alto no fim de 2025 e manter diálogo com Stanford e MIT, entre outras instituições.
- O Itaú já conversa com universidades fora dos EUA, incluindo uma na Suíça, e planeja ampliar a atuação na China, com visitas a quatro cidades.
- O instituto recebeu investimento de cerca de R$ 100 milhões pelo Itaú em 2025 e tem hoje cerca de noventa profissionais, com 195 pesquisadores e bolsistas em parceiros.
- Entre as linhas de pesquisa estão IA, computação quântica, robótica, neurociência e realidade estendida; já nasceu a patente Enviesador e há produtos como a Inteligência de Investimentos Itaú.
O Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi) acelera a rota internacional do banco, ampliando parcerias com universidades nos EUA, Europa e Ásia. Com 21 patentes depositadas, a meta é chegar a 40 a 50 até 2026. O objetivo é transformar pesquisa em novos produtos para o portfólio Itaú.
O ICTi foi criado em abril de 2025 e já mantém vínculos com Stanford e MIT. A operação brasileira ganhou escala com a abertura de um hub em Palo Alto, no fim de 2025, para facilitar interlocuções com instituições acadêmicas e empresas.
O diretor de tecnologia do Itaú Unibanco, Carlos Eduardo Mazzei, lidera a agenda internacional do ICTi. A missão é reduzir barreiras globais, conectando ciência brasileira a centros de inovação no exterior e acelerar a transferência de tecnologia para o banco.
Patentes e metas
Hoje, o ICTi soma aproximadamente 70 pesquisas em andamento, com foco em IA, computação quântica, robótica, neurociência e realidade estendida. Em abril, o instituto recebeu a primeira concessão de patente desde o início das atividades.
A propriedade intelectual já inclui uma solução de Enviesador que identifica vieses em sistemas de IA e estabelece guard rails para modelos de recomendação. O recurso surgiu na plataforma Inteligência Itaú, lançada em 2024.
Além disso, o ICTi tem investimentos relevantes: cerca de R$ 100 milhões do Itaú em 2025 para apoiar pesquisas e projetos com universidades nacionais e internacionais, incluindo colaborações com 11 instituições brasileiras.
Expansão internacional e próximos passos
Mazzei planeja expandir parcerias além dos Estados Unidos, com diálogos já abertos com universidades na Suíça e onde houver interesse em cooperação com o setor financeiro. Na China, o Itaú busca linhas de colaboração com universidades, além das atividades já existentes com o banco no país.
Na agenda de curto prazo, o diretor viajará para a China em duas semanas, visitando quatro cidades, antes de seguir para encontros com CIOs globais nos Estados Unidos. O objetivo é ampliar a rede de colaboração acadêmica e acelerar a aplicação prática dos resultados.
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