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OMS alerta países a se manterem preparados para novos casos de hantavírus

OMS alerta que não há indícios de surto, mas países devem seguir diretrizes e monitorar novos casos de hantavírus após a repatriação do Hondius

Tedros Adhanom Ghebreyesus
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  • Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que não há indícios de surto maior, mas podem ocorrer mais casos de hantavírus nas próximas semanas, e que países devem seguir as diretrizes da OMS.
  • Repatriaram mais de 120 passageiros e tripulantes do cruzeiro Hondius, de cerca de 20 países; o navio partiu de Tenerife com a tripulação reduzida rumo aos Países Baixos.
  • Ao todo, são sete casos confirmados de hantavírus entre os viajantes, um provável e três mortes; três espanhóis permaneciam em quarentena em Madri.
  • A OMS recomenda 42 dias de acompanhamento ativo, a partir de 10 de maio, com quarentena em centro designado ou em domicílio; França solicitou coordenação maior na União Europeia.
  • A cepa Andes pode ser transmitida entre pessoas; Cabo Verde não permitiu desembarque no início, Espanha autorizou a escala em Tenerife e o Hondius deve chegar aos Países Baixos no fim de semana.

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o trabalho não terminou com a repatriação dos passageiros do cruzeiro afetado por hantavírus. Tedros Adhanom Ghebreyesus avisou que podem surgir novos casos, e que países devem seguir diretrizes internacionais para evitar transmissões.

A operação de resgate, partindo de Tenerife, envolveu mais de 120 passageiros e tripulantes de cerca de 20 países. O Hondius deixou o arquipélago rumo aos Países Baixos com a tripulação reduzida. Até o momento, foram confirmados sete casos, com três mortes, entre as pessoas a bordo.

Entre os resumos da situação, três confirmados entre os espanhóis que estavam em quarentena em Madri. Um deles apresentou febre e sintomas respiratórios leves, mas permanece estável. Os demais testes iniciais deram negativo.

Protocolo e coordenação

Os vírus não conhecem fronteiras, reforçou Ghebreyesus, destacando que a OMS recomenda acompanhamento ativo por 42 dias a partir da última exposição, prevista para 21 de junho. Países, porém, podem adaptar os protocolos conforme sua soberania e serviços de saúde.

O governo espanhol destacou a importância da cooperação internacional. Em Tenerife, a operação foi recebida com avaliação de risco baixo para a população local, apesar de parte da administração regional ter expressado preocupação.

Cenário internacional e próximos passos

A França pediu coordenação mais estreita dos protocolos na União Europeia, para uniformizar ações entre estados. O Hondius iniciou a viagem em 1º de abril, em Ushuaia, na Argentina, com previsão de chegada aos Países Baixos no fim de semana.

O tipo de hantavírus detectado a bordo, a cepa Andes, é uma variante com potencial de transmissão entre pessoas. Em geral, a transmissão ocorre por roedores infectados, principalmente pela urina, fezes e saliva.

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