- A Organização Mundial de Saúde pediu que os países sigam suas diretrizes e monitorem contatos por 42 dias após a última exposição ao hantavírus, enquanto o Hondius segue para os Países Baixos após a repatriação de mais de 120 pessoas.
- Ao todo, são sete casos confirmados e um provável entre passageiros e tripulantes do cruzeiro, com três mortes; entre os evacuados, três pessoas testaram positivo até o momento.
- O diretor da OMS afirmou que não há indícios de surto de maior magnitude, mas pode haver mais casos nas próximas semanas devido ao longo período de incubação, mantendo a recomendação de acompanhamento ativo.
- França pediu coordenação mais estreita dos protocolos na União Europeia; na Espanha, um espanhol entre os evacuados foi confirmado com quadro leve e está estável, os demais testaram negativo.
- O Hondius iniciou a viagem em 1º de abril, em Ushuaia, e deve chegar aos Países Baixos no fim de semana; a cepa Andes pode ser transmitida entre pessoas.
Oito meses após o início do incidente, a OMS recomenda que países sigam suas diretrizes para conter hantavírus, inclusive o monitoramento de contatos por 42 dias após a última exposição. A orientação surge com o navio Hondius ainda em foco.
O Hondius realizou repatriação de passageiros e tripulantes de cerca de 20 nacionalidades a partir de Tenerife, na Espanha. A operação terminou na noite de segunda-feira, com a embarcação decrew rumo aos Países Baixos para retornar à base.
Até agora, sete casos de hantavírus foram confirmados entre os ocupantes do cruzeiro, com três mortes. As vítimas são pessoas de nacionalidades diversas; entre os evacuados, três apresentaram resultado positivo.
Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que o trabalho não terminou com a repatriação e reiterou a necessidade de aderência aos protocolos internacionais. Ele ressaltou o longo período de incubação do vírus como motivo para vigilância contínua.
Entre os casos, destacam-se uma francesa, um americano e um espanhol com confirmação de hantavírus. O restante dos expedicionários está sob acompanhamento ou com resultados negativos, conforme boletins de saúde.
A Espanha, observando a situação, permitiu a atracação do Hondius em Tenerife apesar de resistência regional local. O governo francês pediu maior coordenação de protocolos dentro da União Europeia.
A cepa detectada no navio, Andes, pode ser transmitida entre pessoas. O hantavírus é geralmente associado à exposição a roedores, com transmissão possível por urina, fezes e saliva. O risco permanece avaliado como baixo pela OMS.
Entre na conversa da comunidade