- A OMS confirmou nove casos de hantavírus no surto ligado ao navio MV Hondius, dois a mais que ontem, com dois casos suspeitos sob investigação.
- A organização alerta que novos casos podem surgir devido ao longo período de incubação, mas afirma que não se trata de uma pandemia.
- Três pessoas morreram desde o início do surto; outros 28 passageiros e tripulantes já foram evacuados para a Holanda, e alguns seguem em quarentena em seus países de origem.
- Países como Espanha, França e Itália registraram casos confirmados ou suspeitos, com pacientes em estado estável ou em tratamento intensivo.
- Autoridades indicam que todos os passageiros desembarcados já foram localizados e que protocolos de prevenção devem ser adotados pelos respectivos governos para evitar novos contágios.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para nove o número de casos confirmados de hantavírus no surto em curso. A entidade também confirmou dois casos suspeitos, e citou o longo período de incubação como motivo para a possibilidade de novas ocorrências. A OMS enfatizou que não se trata de pandemia.
O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que os casos podem aumentar devido à interação entre passageiros antes da identificação do vírus. Ele destacou que, atualmente, não há sinais de surto maior, mas que a situação pode mudar.
Todos os casos suspeitos estão isolados e sob supervisão médica. Tedros informou que os voos de retorno aos países de origem já ocorreu para muitos passageiros, reforçando a responsabilidade nacional de monitorar a propagação.
Possíveis novos casos
A agência italiana ANSA informou que um italiano de 25 anos, que viajou em voo da KLM com uma mulher morta por hantavírus, foi hospitalizado com sintomas da doença. O vírus pode ser letal, porém não se transmite facilmente entre pessoas.
Um hospital holandês em Nijmegen encerrou, preventivamente, a quarentena de 12 funcionários, após manipulação de sangue e urina de um paciente com hantavírus sem protocolo adequado.
Na Espanha, um cidadão espanhol testou positivo e permanece entre 14 pacientes em quarentena em um hospital militar de Madri. Testes definitivos confirmaram negativo para os demais isolados.
A França informou que ainda não há certeza se houve mutação na cepa envolvida no surto do MV Hondius, embora as autoridades estejam relativamente tranquilas. O sequenciamento completo ainda não está concluído.
O MV Hondius deixou as Ilhas Canárias e, na segunda-feira, partiu para a Holanda com 25 tripulantes, um médico e uma enfermeira. A chegada à Holanda está prevista até 17 de maio.
Evacuações
Dois voos levaram 28 passageiros e tripulantes que deixaram o navio nas Ilhas Canárias para a Holanda. O grupo inclui oito holandeses; os demais seguirão para seus países de origem.
Até o momento, três pessoas morreram desde o início do surto: um casal holandês e um cidadão alemão. O vírus costuma ser transmitido por roedores, mas pode ocorrer transmissão pessoa a pessoa em casos raros.
Entre os casos confirmados, está um passageiro francês que testou positivo após o navio atracar nas Ilhas Canárias. O primeiro-ministro francês informou que ele está na terapia intensiva, mas estável.
Nos Estados Unidos, autoridades informaram que 18 passageiros do Hondius foram levados de volta e colocados em quarentena. Um passageiro com resultado fraco positivo permanece em uma unidade de biocontenção no Nebraska.
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