- Darius Yaghoubi é o vice‑chefe engenheiro do Planetary Missions Program Office (PMPO) no Marshall Space Flight Center, trabalhando em cerca de quarenta missões robóticas em diferentes fases, desde design até operação.
- As missões variam de baixo a alto risco; mesmo as de menor custo buscam aprendizado com falhas para melhorar futuras iniciativas, mantendo algumas em destaque como Europa Clipper e Dragonfly.
- Dragonfly é uma aeronave com propulsão nuclear, do tamanho de um SUV, que vai a Titã; Europa Clipper já está em rota para explorar Europa.
- A gestão de risco considera o nível aceitável antes de qualquer tarefa, com maior escrutínio para missões tripuladas, e mais margem para projetos menores.
- O debate sobre soft skills é evidenciado pela importância da comunicação eficaz, adaptando a mensagem ao público (cientista, gerente, etc.) e facilitando a colaboração entre equipes.
O episódio 173 do podcast Small Steps, Giant Leaps traz Darius Yaghoubi, subchefe de engenharia da NASA, para discutir as escolhas técnicas por trás de missões planetárias. O programa é conduzido por Andres Almeida e gravado no Marshall Space Flight Center, em Huntsville, Alabama. O objetivo é entender como decisões, requisitos e riscos moldam projetos de longo prazo.
Yaghoubi explica que a PMPO supervisiona cerca de 40 missões robóticas, em várias fases, desde o design até a operação. O foco é manter padrões da NASA, avaliando engenharia, testes e execução para cada projeto, incluindo atividades envolvendo o planeta Terra, a Lua e outros destinos.
Entre as missões atuais, ele cita projetos de baixo risco e alto impacto, com objetivos científicos e aprendizado para futuras iniciativas. A lista inclui sondas que ainda não ganharam holofotes tão fortes quanto Artemis, mas que avançam com lições aprendidas para missões subsequentes.
Missões e desafios técnicos
O entrevistado comenta que algumas missões são consideradas de menor risco, permitindo margens maiores para testes limitados. Outros projetos, como Europa Clipper e Dragonfly, ocupam posição de destaque, com tecnologias inovadoras e alto nível de complexidade.
Ele detalha contribuições anteriores à SLS e Artemis, especialmente na área de GNC e estabilidade de voo. Tradução prática: analises de pogo, estabilidade de empuxo, e modelos de slosh para prever o comportamento de fluidos durante o lançamento.
Lições de gestão e habilidades
Para Yaghoubi, as soft skills ganham peso conforme a carreira avança. Comunicar resultados de forma adequada ao público certo é tão crucial quanto a precisão técnica. Adaptar a fala ao nível de experiência da audiência reduz ruídos na tomada de decisão.
Ele reforça que o diálogo eficiente facilita a compreensão de impactos de engenharia em áreas diversas, desde biologia de cargas até planejamento de missões. A abordagem visa sustentar decisões com base em dados, sem perder a clareza.
Artemis II e aprendizados
O profissional participou de análises ligadas à Artemis II, destacando áreas como pogo stability e modelagem de slosh. Explica que o objetivo é evitar instabilidades que possam comprometer a integridade do veículo, mantendo a equipe alinhada.
Ao fim da entrevista, Yaghoubi redefine seu “giant leap” como a transição de simulações para liderança efetiva de equipe de pogo, o que exigiu maior visão do sistema de foguetes e comunicação com diferentes níveis de gestão.
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