- A Agência Espacial Europeia lançou vinte cápsulas em miniatura para testar o módulo de entrada, descida e pouso (EDLM) da missão ExoMars, que envolve o rover Rosalind Franklin e tem data prevista para chegar a Marte em 2028.
- Os testes, realizados no Instituto Franco-Alemão de Pesquisa de Saint‑Louis, na França, analisaram movimento, trajetória e estabilidade em voos de 230 metros, com velocidades superiores às de tiros de bala.
- O voo real das cápsulas durou cerca de meio segundo, registrado por sensores e por um sistema de rastreamento, com o vídeo amplamente reproduzido em câmera lenta para observação.
- O EDLM tem papel crucial para proteger os eletrônicos durante a entrada na atmosfera marciana, usando escudos térmicos, paraquedas e retrofoguetes.
- A missão ExoMars planeja chegar a Marte em 2028, quando o rover Rosalind Franklin deverá explorar sinais de vida antiga sob condições extremas de voo e ambiente.
A Agência Espacial Europeia (ESA) testou 20 cápsulas minúsculas em solo francês para entender o desempenho de um módulo de entrada, descida e pouso (EDLM). O objetivo é apoiar a missão ExoMars, que levará o rover Rosalind Franklin a Marte em 2028. As cápsulas foram lançadas a velocidades supersônicas durante o experimento.
Os modelos simulam a passagem pela atmosfera marciana para avaliar sensores, aceleração e estabilidade. A experiência ocorreu no Instituto Franco-Alemão de Pesquisa, em Saint-Louis, na França, com cápsulas de apenas 7,6 centímetros de diâmetro.
Cada cápsula carrega acelerômetros, magnetômetros e radares para registrar movimento e trajetória. O lançamento gerou dados sobre o comportamento do veículo durante a entrada, com rastreamento por câmeras e tecnologia de monitoramento.
O voo real durou cerca de meio segundo, com o registro sendo reproduzido em câmera lenta para análise detalhada. As informações ajudam a calibrar o EDLM que protegerá equipamentos sensíveis durante a fase de descida.
A ExoMars prevê alcançar Marte em 2028, com o rover Rosalind Franklin em busca de sinais de vida antiga. O EDLM deverá suportar temperaturas extremas, ventos e radiação, assegurando o funcionamento dos sistemas.
A equipe da ESA espera que os dados coletados em 20 cápsulas replicados o máximo possível as condições de entrada em Marte. O objetivo é validar o projeto de proteção térmica, paraquedas e retrofoguetes.
A iniciativa, ainda em fase de desenvolvimento, foca em reduzir riscos para o módulo real que carregará o EDLM. O próximo passo envolve integrar os aprendizados aos testes preparatórios do pouso da missão.
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