Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

RPG terapêutico fortalece saúde mental como ferramenta de apoio

RPG terapêutico surge como ferramenta clínica que envolve paciente em escolhas simbólicas, favorecendo mudanças emocionais sem depender apenas da fala

Entenda como o RPG terapêutico vem sendo usado para trabalhar ansiedade, autoestima, emoções e padrões de comportamento
0:00
Carregando...
0:00
  • O RPG terapêutico usa narrativas, personagens e escolhas simbólicas para ajudar pacientes a compreender padrões emocionais e agir de forma diferente.
  • A prática funciona como espaço de ensaio entre imaginário e emocional, conectando o que se pensa com o que se faz na vida real.
  • Do ponto de vista neurocientífico, a experiência envolve circuitos cerebrais semelhantes aos da situação real, gerando emoções e decisões em ambiente seguro.
  • Pode ser aplicado a crianças, adolescentes e adultos, não exige familiaridade com jogos e é conduzido por um terapeuta com objetivos clínicos definidos.
  • A proposta de engenharia reversa do RPG, chamada Terapia de Imersão Imaginativa, organiza elementos do jogo em arquitetura clínica; a ideia é proposta por Manoel Aciole.

O RPG terapêutico surge como abordagem para saúde mental, usando narrativas, escolhas simbólicas e personagens para ajudar pacientes a compreender padrões emocionais, enfrentar medos e experimentar novas formas de agir. A prática vem sendo discutida como ferramenta que complementa serviços clínicos.

Profissionais explicam que a técnica vai além da fala: envolve vivência emocional em cenários fictícios estruturados, orientados por objetivo clínico. O objetivo é transformar padrões de pensamento e comportamento por meio da experiência, com acompanhamento profissional.

O recurso tem sido apresentado por especialistas como uma tecnologia psicológica, capaz de organizar ambientes imaginados onde o paciente toma decisões, observa seus padrões e desenvolve respostas mais flexíveis. A ideia é facilitar a passagem da compreensão para a ação.

Como funciona na prática

O conceito opera em dois planos: experiência no jogo e reflexão clínica posterior. O paciente participa de situações simbólicas que evocam ansiedade, conflitos ou dilemas, depois analisa o que foi vivido com o terapeuta.

A abordagem não exige familiaridade com RPG. O terapeuta adapta linguagem e ritmo conforme o perfil do paciente, conduzindo a sessão de forma gradual e segura. A técnica é apresentada como linguagem terapêutica acessível a diferentes faixas etárias.

Para crianças, o RPG atua no brincar simbólico, favorecendo regulação emocional e cooperação. Em adolescentes, reforça identidade, pertencimento e autonomia. Em adultos, auxilia na flexibilização de padrões rígidos e em dificuldades relacionais.

Aspectos científicos e riscos

Especialistas destacam que a atividade envolve neurociência, com a ativação de circuitos cerebrais durante a narrativa. A prática é válida quando possui estrutura clínica, objetivos claros e condução adequada, evitando desconfortos.

A técnica também utiliza metáforas, como enfrentar um dragão ou negociar com uma figura de autoridade, para representar temores e aprendizados. As representações ajudam o cérebro a processar conteúdos de forma intuitiva.

O aporte profissional e o modelo proposto

O trabalho de Manoel Aciole, pesquisador e psicólogo, é citado como fundamental. Ele propõe a engenharia reversa do RPG, reorganizando elementos como narrativa, personagem e escolha em uma arquitetura clínica estruturada, denominada Terapia de Imersão Imaginativa.

A apresentação enfatiza que a prática não é apenas ferramenta, mas um processo que liga imaginação, emoção, comportamento e reflexão. O objetivo é permitir mudanças gradativas nas narrativas internas do paciente.

Sobre a autora

Jéssica Martani é médica psiquiatra e colunista da Bons Fluidos. Atua na área de TDAH, saúde mental e regulação emocional e coordena especialização reconhecida pelo MEC. O texto reforça o avanço da discussão sobre terapias baseadas em RPG.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais