- Conspirações sobre hantavírus se espalham online após o surto a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, no Atlântico.
- Promoções de ivermectina como tratamento, alegações de ligação com a Covid-19 e desinformação sobre vacinas têm sido impulsionadas por influenciadores de bem-estar e golpistas.
- Teorias alegando que o surto é um falso-flag catalisado pela Israel têm ganhado força em várias redes sociais, incluindo X, Instagram, Facebook e TikTok.
- Organizações de saúde, como a Organização Mundial da Saúde, afirmaram que não há evidência de eficácia da ivermectina no tratamento do hantavírus.
- Especialistas destacam que a desinformação se organiza rapidamente ao redor de novos surtos, com conteúdos provenientes de influenciadores e informações não confiáveis tendo grande alcance entre o público.
Conspiradores e influenciadores de bem-estar já promovem teorias não fundamentadas sobre o surto de hantavírus que teve início a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, no Atlântico. As alegações variam entre ligação com a Covid-19, vacinação e planos de controle populacional, sem evidência científica que comprove qualquer versão.
Relatos indicam que conteúdos de desinformação surgem logo após as manchetes sobre hantavírus, com afirmações que associam o surto a vacinas contra a Covid-19 e a tratamentos como a ivermectina, usados para vender kits médicos de emergência. A disseminação ocorre em várias plataformas, ampliando a circulação de informações falsas.
A propagação inclui figuras associadas a desinformação sobre saúde, com posts que sugerem tratamentos não comprovados e apontam supostos efeitos ou contratos envolvendo laboratórios. Especialistas ressaltam que o tema se tornou um alvo recorrente para teorias conspiratórias que ganham alcance rápido online.
Ivermectina, vacinas e falsas ligações ao surto
Entidades de saúde lembram que não há evidência de eficácia da ivermectina contra o hantavírus e que a relação entre vacinas e o vírus não é comprovada. Organizações internacionais reforçam a necessidade de confirmar fatos com fontes oficiais antes de compartilhar informações.
Commentários de médicos que promovem desinformação já foram observados, incluindo declarações de venda de medicamentos por influenciadores. Autoridades ressaltam que esse tipo de conteúdo pode colocar pessoas em risco ao incentivar tratamentos não comprovados.
A disseminação de narrativas errôneas também envolve figuras públicas com histórico de desinformação sobre a Covid-19, que alegam impor teorias de manipulação ou de experimentos científicos. Em alguns casos, há afirmações sem base sobre manipulação do vírus por laboratórios.
Plataformas e alcance
O tema ganhou visibilidade nas redes sociais, com relatos de conteúdos que rapidamente alcançam milhões de visualizações. Plataformas de mídia social têm sido foco de auditorias sobre a circulação de informações potencialmente enganosas em situações emergenciais de saúde.
Pesquisas indicam que boa parte da população obtém informações de saúde por meio de podcasts, influenciadores e conteúdos digitais, o que amplia a influência de narrativas não verificadas. Especialistas destacam a necessidade de comunicação pública baseada em evidência para evitar interpretações precipitadas.
Autoridades de saúde reiteram a necessidade de fontes confiáveis e verificadas, especialmente em situações de surto. O alerta é para que jornalistas e público mantenham foco em dados oficiais, estatísticas e orientações de organismos de saúde.
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