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Uso de substâncias para emagrecimento exige cautela e orientação médica

Alerta sobre venda irregular de canetas emagrecedoras e peptídeos: falta de registro sanitário eleva riscos à saúde e à qualidade do tratamento

Foto: CR de Getty Images / DINO
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  • O uso de agonistas de GLP-1 e GIP para obesidade tem mostrado redução de peso e melhora do controle glicêmico, conforme estudos recentes.
  • Há crescimento na venda irregular de canetas emagrecedoras, peptídeos e apresentadas como retatrutida, com alerta sobre qualidade e segurança; a Anvisa destaca que produtos sem registro sanitário não passaram por avaliação.
  • A retatrutida, ainda em investigação, mostrou queda média de peso de até 17,5% em 24 semanas e até 24,2% em 48 semanas em estudo de fase dois; a Lilly levará a substância para fase três.
  • O Procon e especialistas ressaltam a importância da prescrição médica, da rastreabilidade e da segurança, especialmente em tratamentos farmacológicos envolvendo substâncias não regularizadas.
  • Históricos de medicamentos promissores que foram retirados por questões de segurança reforçam a necessidade de farmacovigilância e de evitar produtos falsificados, como apreensões de lotes de Mounjaro em 2026.

O uso de substâncias para emagrecimento segue em debate no Brasil. Médicos destacam avanço de tratamentos com agonistas de GLP-1 e GIP para obesidade, enquanto há alerta sobre venda irregular de canetas emagrecedoras, peptídeos e substâncias sem registro.

Especialistas ressaltam que a perda de peso pode melhorar glicemia, pressão arterial e marcadores metabólicos, mas as opções devem ser avaliadas com segurança. A prática clínica exige prescrição médica, rastreabilidade e monitoramento de efeitos adversos.

Ao mesmo tempo, crescem anúncios de produtos vendidos pela internet e redes sociais. O Procon e a Anvisa alertam para riscos de qualidade e eficácia. Produtos sem registro sanitário não passam por avaliação regulatória.

Entre os itens divulgados de forma irregular estão as chamadas canetas paraguaias, peptídeos sem registro e apresentações associadas a retatrutida. Trata-se de molécula investigacional que atua em receptores de GIP, GLP-1 e glucagon.

Em estudo de fase 2, a retatrutida mostrou redução de peso de até 17,5% em 24 semanas e 24,2% em 48 semanas. A Lilly informou que seguirá para fase 3 antes de eventual aprovação regulatória. Resultados ainda não definem segurança a longo prazo.

Especialistas destacam que benefícios de redução de peso não anulam a necessidade de avaliação de segurança. Origem do produto, dose, esterilidade, rastreabilidade e eventos adversos são pontos cruciais no acompanhamento.

Casos de controles regulatórios já ocorreram. Em 2026, a Anvisa apreendeu lotes falsificados de Mounjaro e Mounjaro KwikPen, identificando divergências em código, embalagem e serialização. Medidas refletem preocupação com qualidade.

Segundo médicos consultados, a adoção de medicamentos injetáveis para obesidade exige indicação clínica adequada, receita regular e compra por vias regulamentadas. A prática não admite promessas de emagrecimento rápido sem avaliação médica.

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