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Ypê muda tratamento da água após primeira fiscalização da Anvisa

Química Amparo afirma ter alterado o tratamento de água após fiscalização da Anvisa; quarentena do sabão líquido e osmose reversa passam a monitorar contaminação

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  • A Ypê informou que mudou o tratamento da água usada na fabricação de seus líquidos após fiscalização da Anvisa em novembro de 2025, que detectou contaminação bacteriana em lotes.
  • A Anvisa determinou recolhimento de 14 lotes de lava-roupas líquidos e, recentemente, apontou reincidência em falhas de controle de qualidade, levando à paralisação de produção de detergente, sabão para lavar roupas e desinfetante.
  • A Química Amparo contratou a consultoria Ecolab e implementa medidas como quarentena de sabão líquido, uso de osmose reversa e avaliação de ozônio como etapa de desinfecção.
  • Em visitas à fábrica de Amparo, a Anvisa identificou falhas de controles, limpeza e organização, com 400 dos 3.500 funcionários trabalhando nas linhas paralisadas.
  • A empresa afirma ter adotado um plano de ação em acordo com a Anvisa para atender às normas de Boas Práticas de Fabricação, visando evitar contaminações futuras.

O fabricante Química Amparo, responsável pela marca Ypê, comunicou que alterou o processo de tratamento da água utilizado na produção de seus líquidos após uma fiscalização da Anvisa. A vistoria, realizada em novembro de 2025, detectou contaminação bacteriana em lotes de lava-roupas líquidos e ordenou o recolhimento de 14 itens.

A empresa afirmou ter implementado um plano de ação em parceria com a Anvisa, começando em dezembro de 2025. Entre as medidas estão a quarentena de sabão líquido para monitorar crescimento de microrganismos e a adoção de osmose reversa para purificar a água da produção, visando reduzir contaminantes.

Novo tratamento de água e parceria com a Ecolab

A Química Amparo contratou a consultoria global Ecolab para mapear soluções de água, higiene e prevenção de infecções. A empresa pretende ainda testar o uso de ozônio como etapa adicional de desinfecção.

A Anvisa realizou uma nova visita em maio de 2026 e informou que a empresa não seguia plenamente as normas da RDC 47, que trata das Boas Práticas de Fabricação para saneantes. Em função disso, foi determinado o fechamento temporário de produção e venda dos líquidos listados.

Situação atual da operação e impactos

Em decorrência da determinação, cerca de 400 funcionários dos 3.500 que atuam na área de produção mantiveram-se afastados das linhas paralisadas. A fábrica de Amparo, com mais de 140 mil m², fica às margens do rio Camanducaia, fonte de água para parte do processo.

A Química Amparo afirma que a água do Camanducaia passa por ultrafiltração após cloração e decantação para remover resíduos. A empresa planeja ampliar o tratamento com osmose reversa para melhorar o controle microbiológico da matéria-prima.

A direção declara ter adotado mudanças rápidas, com pinturas, substituição de sensores e reorganização de áreas de armazenamento para cumprir as exigências de segurança. A produção permanece sob avaliação de conformidade com as normas vigentes.

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