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30 anos da urna eletrônica: engenheiros por trás da digitalização do voto

Três décadas após o lançamento, a urna eletrônica agiliza a apuração e reduz fraudes, com a participação de engenheiros de São José dos Campos conhecidos como ninjas da tecnologia

Imagem de arquivo - Comissão técnica que ficou conhecida como os 'ninjas' — Foto: Divulgação/TSE
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  • A urna eletrônica completa 30 anos nesta quarta-feira, 13, desde que passou a ser usada oficialmente no Brasil em 1996.
  • Foi criada para substituir as cédulas de papel, reduzir fraudes e acelerar a apuração, com participação de pesquisadores e técnicos de São José dos Campos.
  • O grupo responsável pelo desenvolvimento ficou conhecido como os “ninjas”, reunindo profissionais do Inpe, IEAv, Aeronáutica e da Justiça Eleitoral, sob coordenação de Paulo Camarão, incluindo nomes como Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado, Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino.
  • Com a informatização, as eleições passaram a ter resultado em poucas horas e houve queda de erros na contagem, fortalecendo a confiança no processo segundo especialistas.
  • Em segurança, as urnas passaram a usar assinaturas digitais, criptografia e testes periódicos de vulnerabilidade; o primeiro modelo, UE96, tinha 2 megabytes de memória e disquetes, e hoje o sistema é utilizado em todo o país, influenciando também outros países.

A urna eletrônica completa 30 anos nesta quarta-feira, 13 de agosto. O equipamento começou a ser usado oficialmente no Brasil em 1996, com o objetivo de combater fraudes e acelerar a apuração. A inovação transformou o voto e a contagem em todo o país, tornando-se peça central da democracia brasileira.

O desenvolvimento envolveu pesquisadores e engenheiros de São José dos Campos, incluindo especialistas do Inpe, IEAv e da Aeronáutica, que atuaram em conjunto com membros da Justiça Eleitoral. O grupo ficou conhecido como a comissão dos ninjas pela atuação estratégica no projeto.

A ideia de informatizar o voto ganhou força no fim dos anos 1980 e ganhou forma em 1995, sob a gestão do ministro Carlos Velloso, então presidente do TSE. A partir de conversas técnicas, o TSE formou equipes para criar a urna eletrônica.

O que mudou nas eleições

Antes da urna, a votação era em papel e a apuração podia levar dias. A informatização reduziu o tempo de resultado para algumas horas e diminuiu problemas ligados à contagem manual, fortalecendo a confiança no processo.

A urna passou a ser utilizada em 15 eleições desde 1996. Inicialmente, o modelo UE96 tinha apenas 2 MB de memória e utilizava disquetes. Hoje, todos os municípios brasileiros adotam o equipamento, que já foi referência internacional.

Segurança e aperfeiçoamento

Ao longo de 30 anos, a segurança foi fortalecida com assinaturas digitais, criptografia e verificações da Justiça Eleitoral. O TSE realiza periodicamente o Teste Público de Segurança para identificar vulnerabilidades.

Os criadores destacam o esforço para tornar o sistema robusto e inviolável. Segundo Toné, o objetivo era um equipamento resistente e confiável, capaz de operar em qualquer região do país.

Memória e legado dos criadores

Entre os pioneiros estavam Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado (Toné), Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino, sob a coordenação de Paulo Camarão. Três décadas depois, os responsáveis valorizam a contribuição para a democracia brasileira e consideram o projeto útil.

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