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Autoras debatem algoritmos das redes sociais e impacto na sociedade

Algoritmos refletem a sociedade, dizem Medeiros e Lombardi; sair da bolha exige leitura e autoconsciência para lidar com conteúdos

'Um retrato sobre a sociedade': autoras comentam sobre algoritmos das redes sociais
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  • Escritoras Martha Medeiros e Bruna Lombardi debateram como os algoritmos das redes refletem nichos sociais, identidade e podem funcionar como uma “revista pessoal”.
  • O painel aconteceu no São Paulo Innovation Week, com foco em como os algoritmos moldam o que as pessoas veem e consomem.
  • Lombardi disse que as redes são um retrato da sociedade e que o algoritmo é espelho do que cada usuário busca.
  • Ela citou que a rede também pode favorecer a comoção nacional e citou o caso Cachorro Orelha, destacando o potencial de autoconsciência entre seguidores.
  • Medeiros apontou a literatura como contraponto às redes, expandindo o universo de informação e sensações para além da autoconfirmação.

Durante o São Paulo Innovation Week 2026, o painel Nas Entrelinhas do Algoritmo discutiu o papel das redes sociais na sociedade. As narrativas das escritoras Martha Medeiros e Bruna Lombardi foram o eixo do debate realizado nesta quarta-feira, 13 de maio, em São Paulo. O tema central foi o algoritmo como reflexo social e a ideia de as redes funcionarem como uma revista pessoal.

Os participantes destacaram a importância de desconectar e investir na leitura para manter o pensamento crítico. Em tempos de feeds que entregam conteúdos alinhados aos gostos do usuário, sair da bolha é apresentado como um desafio crescente.

Reflexo da sociedade e uso das redes

Bruna Lombardi argumentou que as redes sociais representam a sociedade e podem ser úteis conforme a forma de uso. Segundo ela, o algoritmo funciona como um espelho do que o usuário busca, o que implica responsabilidade individual no consumo de conteúdos.

A autora também comentou que o algoritmo pode colaborar com o movimento de autoconsciência da audiência e citou exemplos como o caso do Cachorro Orelha, ampliando o âmbito de discussão para questões nacionais.

Literatura como contraponto

Martha Medeiros vê a literatura como ferramenta para questionar o que é consumido nas redes e para evitar a autoconfirmação. Ela enfatizou que não se trata de abandonar as redes, mas de ampliar o universo de informação, conhecimento e sensações.

O SPIW 2026, que ocorre na capital paulista, reúne líderes empresariais, centros de pesquisa, investidores e governos para discutir tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças, entre outras áreas.

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