- O CEO da Redes Américas, Lício Cintra, afirma que o toque humano não será substituído pela tecnologia, e que a produtividade gerada pela automação pode ampliar o tempo para interação com pacientes.
- No São Paulo Innovation Week, painel discutiu como usar a tecnologia na saúde sem perder a humanização, ocorrendo na quarta-feira, 13.
- A moderação ficou a cargo do médico José Maria, pediatra com PhD em Fisiologia Respiratória pela Universidade de Toronto, que ressaltou que o avanço tecnológico deve servir ao cuidado e à experiência do paciente.
- O projeto Madrinha Joana IA, do Grupo Santa Joana, passou de cerca de 3,5 mil para mais de 80 mil interações mensais, mantendo as equipes humanas envolvidas.
- Paulo Nigro, da In Connection, citou iniciativas no Hospital Sírio-Libanês para reduzir burocracia médica e devolver tempo de qualidade para a relação clínica, com uso de dados para tornar o atendimento mais eficiente desde a atenção primária; destacou IA como apoio, não substituta do raciocínio clínico.
O CEO da Rede Américas, Lício Cintra, afirmou que o cuidado não será substituído por tecnologia. A declaração foi feita durante o São Paulo Innovation Week, em painel sobre a incorporação de tecnologia na saúde sem perder a humanização. A fala ocorreu na quarta-feira, 13, em São Paulo.
Cintra destacou que o ganho de produtividade com automação pode abrir espaço para que profissionais de saúde tenham mais tempo para interação com pacientes. Ele citou modelos de atendimento do início dos anos 2000 como alerta para evitar desperdícios.
Para o executivo, a tecnologia não pode ser o objetivo principal. Quando usada sem foco humano, o que se observa é maior precisão na execução, porém distanciamento entre médico e paciente.
Painel Humanização em Escala
O debate foi mediado pelo médico José Maria, pediatra com PhD em Fisiologia Respiratória pela Universidade de Toronto. O tema discutiu como manter a experiência do atendimento mesmo com avanços tecnológicos.
Participantes reforçaram que tecnologias devem apoiar, e não substituir, o raciocínio clínico dos profissionais. A ideia é conservar a qualidade do cuidado durante a prática médica.
Eduardo Cordioli, do Grupo Santa Joana, citou o projeto Madrinha Joana IA. Com IA generativa, o volume de interações na maternidade subiu de 3,5 mil para mais de 80 mil mensais, sem retirar a participação das equipes humanas.
Paulo Nigro, da In Connection, mencionou iniciativas no Hospital Sírio-Libanês para reduzir burocracia médica. O objetivo é devolver tempo para a relação médico-paciente e tornar o atendimento mais eficiente desde a atenção primária.
IA como apoio à prática clínica
O debate também tratou de riscos do uso indiscriminado de IA na tomada de decisão médica. Os participantes defenderam que as ferramentas devem apoiar o raciocínio clínico, mantendo o controle humano na avaliação final.
O São Paulo Innovation Week é o maior festival global de tecnologia e inovação. O evento ocorre no Pacaembu e na Faap, entre 13 e 15 deste mês, reunindo mais de 2 mil palestrantes de diversas áreas, incluindo ciência, saúde e educação.
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