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Da Antártida a Minas Gerais, hantavírus ganha importância para o Brasil

Casos graves de hantavirose no Brasil, com letalidade de 46,5% e diagnóstico tardio, elevam a urgência da vigilância epidemiológica

Prevenção envolve cuidados simples em áreas rurais, como ventilação e uso de equipamentos de proteção
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  • Em Minas Gerais, o óbito ocorrido em fevereiro foi atribuído a hantavirose, com diagnóstico confirmado apenas três meses depois, em 11 de maio.
  • A hantavirose tem letalidade média de quarenta e seis inteiro vírgula cinco por cento entre os casos confirmados no Brasil, com estimativa de que os números reais sejam maiores.
  • O caso mineiro coincide com atenção internacional ao vírus, após oito passageiros ficarem adoecidos e três mortos a bordo do navio MV Hondius durante uma expedição à Antártida; a Organização Mundial da Saúde classificou o risco para a população como baixo.
  • O hantavírus é transmitido por roedores e pode contaminar ambientes fechados por meio de partículas no ar; não se transmite por água, comida ou contato casual entre pessoas, apesar de a doença inicialmente parecer gripe.
  • No Brasil, o vírus já é endêmico desde 1993; a vigilância aponta que muitos casos são subdiagnosticados e o diagnóstico precoce pode reduzir a necessidade de atendimento em UTI, though não há antivirais específicos disponíveis.

No dia 11 de maio, autoridades de saúde de Minas Gerais confirmaram que uma morte ocorrida em fevereiro teve hantavirose como causa. O diagnóstico chegou três meses após o falecimento, revelando um quadro que costuma passar despercebido no early estágio.

A confirmação mineira ocorre na mesma semana em que o mundo acompanha um caso inédito de hantavírus a bordo, no navio MV Hondius. O cruzeiro com 147 pessoas partiu de Ushuaia, na Argentina, rumo à Antártida, e registrou oito casos e três mortes entre os passageiros.

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres. A doença pode iniciar com sintomas parecidos com gripe e evoluir para falência respiratória, sem tratamento antiviral específico disponível no Brasil. A letalidade média no país é estimada em 46,5%.

Por que esse caso importa para o Brasil

Mais de 13 mil casos suspeitos foram notificados entre 2013 e 2023; 758 foram confirmados, com grande parte resultando em óbito. No Brasil, as variantes de hantavírus recebem nomes regionais como Araraquara e Juquitiba.

A vigilância clínica precoce, o uso adequado de EPIs e a limpeza segura de áreas com roedores são essenciais para evitar subdiagnósticos e surtos. A maioria dos casos ocorre em homens jovens que atuam em atividades rurais.

Ambiente fechado amplia riscos

Casos em ambientes fechados, como navios ou galpões, expõem uma dinâmica de transmissão diferente. Embora a transmissão entre pessoas seja rara, o ambiente compartilhado facilita a disseminação em situações prolongadas de contato.

As autoridades destacam que o vírus pode permanecer em poeira de áreas com excreções de roedores. Medidas simples, como arejar ambientes, limpar com água e água sanitária e manter alimentos em recipientes fechados, ajudam a reduzir o risco.

Como se proteger

Quem trabalha em áreas com infestação deve usar máscara de proteção PFF2/N95 e luvas. Ao entrar em galpões, abrindo portas e janelas, é recomendado arejar por pelo menos 30 minutos antes de qualquer limpeza.

Caso surjam febre alta, dores no corpo e falta de ar após exposição rural, o atendimento médico deve ser buscado rapidamente, informando possível exposição ao hantavírus.

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