- Em 2026, foram queimados mais de 150 milhões de hectares no mundo nos primeiros meses, com projeções de piora no segundo semestre devido ao possível super El Niño.
- África Ocidental concentrou grande parte da devastação, com 85 milhões de hectares queimados neste ano, superando o recorde anterior.
- Na Ásia, incêndios atingiram quase 40% a mais do que no ano recorde anterior, com surtos na Índia, Sudeste Asiático e nordeste da China; EUA e Austrália também tiveram áreas queimadas altas.
- Há 61% de chance de surgir um El Niño forte entre maio e julho de 2026, potencializando incêndios severos com impactos à saúde e ao clima.
- Cientistas destacam que a fumaça gerada pode ser mais prejudicial à saúde e que o aquecimento global amplifica a intensidade e a ocorrência de incêndios.
O início de 2026 registrou incêndios em mais de 150 milhões de hectares, pouco menos da área do Amazonas. Com alta probabilidade de um El Niño superintenso, especialistas afirmam que o segundo semestre pode ser ainda mais crítico.
A devastação já supera a média para o período em 50% e a área queimada globalmente está mais de 20% acima do recorde anterior desde 2012. Áreas na África Ocidental e Sahel registraram fogo intenso.
Na África, cerca de 85 milhões de hectares foram queimada neste ano, frente ao recorde anterior de 69 milhões. Em outras regiões, a Índia, o Sudeste Asiático e o nordeste da China vivenciaram grande escala de incêndios.
O que impulsiona os focos de calor
Chuvas sazonais abundantes na última estação de crescimento alimentaram o crescimento da grama, que serviu como combustível para os incendios. Secas severas e ondas de calor também aumentaram a probabilidade de fogo em áreas antes menos vulneráveis.
O efeito chicote hidroclimático, com alternância entre períodos úmidos e secos, ganha força na África Ocidental. Além disso, a Ásia registra surtos notáveis, com quase 40% mais incêndios do que no ano anterior.
El Niño e riscos futuros
Cientistas apontam 61% de chance de o El Niño surgir entre maio e julho e permanecer até o fim do ano. A intensidade do fenômeno pode intensificar os incêndios, caso se confirme.
Especialistas em saúde destacam efeitos da fumaça. Partículas finas podem ser até 10 vezes mais nocivas do que a poluição gerada pelo trânsito, elevando riscos respiratórios e cardiovasculares.
A poluição do ar associada a incêndios florestais já preocupa a comunidade científica. Um estudo de 2024 associou 1,5 milhão de mortes ao pouco modal da qualidade do ar, projeção que tende a piorar com eventos mais frequentes.
Contexto climatural e mensagens técnicas
A temperatura das águas do Pacífico equatorial central pode ficar até 3ºC acima da média no segundo semestre, elevando extremos climáticos. O aquecimento global, impulsionado pelo uso de combustíveis fósseis, agrava a intensidade dos eventos.
A Organização Meteorológica Mundial destaca que mudanças climáticas persistem mesmo com ações para reduzir emissões. Especialistas enfatizam a necessidade de acelerar transições para energias limpas e melhores estratégias de adaptação.
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