- Elefantes voltaram para a região leste da Zâmbia, aproximando-se de áreas agropecuárias próximas a Kasungu, após a introdução de 263 animais no parque Kasungu em 2022 pela região vizinha de Malawi.
- A presença dos elefantes já resultou em saques a lavouras locais, incluindo milho, amendoim, girassol e bananas, levando comunidades a buscar formas de convivência.
- A organização internacional International Fund for Animal Welfare (IFAW), em parceria com autoridades locais, instalou colares de rastreamento em 31 matriarcas, para monitorar deslocamentos e orientar ações de resposta.
- Técnicas de proteção passaram a incluir cercas elétricas alimentadas por energia solar e granários de cimento com teto resistente, usados para proteger a armazenagem de grãos.
- Grupos comunitários chamados Primary Response Teams (PRTs) e Rapid Response Units (RRUs) recebem alertas sobre a aproximação de elefantes, ajudando a orientar moradores e a afastar os animais de áreas habitadas e cultivadas.
Elefantes voltam a frequentar áreas leste da Zâmbia, e comunidades se adaptam à coexistência. Em Chipangali, distrito de Lunda, casos de intrusão em casas e incêndios em telhados começaram a se tornar mais comuns desde o retorno dos animais.
O retorno ocorreu após 2022, quando o governo do Malawi, com apoio de parceiros, reintroduziu 263 elefantes em Kasungu National Park. A fronteira oeste não cercada com a Zâmbia aproxima parques nacionais e áreas agrícolas, criando passagem regular de elefantes.
Kasungu, Lukusuzi e Luambe formam hoje um corredor transfronteiriço que se tornou parte de uma Área de Conservação Transfronteiriça entre os dois países, criada em 2015. A região combina vida rural com áreas protegidas, mas não há continuidade de mata original.
Coexistência e monitoramento
Famílias de Siliya, a mais de 100 km ao norte de Chipangali, convivem com danos a lavouras quando as manadas atravessam áreas de cultivo de groundnut, milho e girassol. IFAW acompanha as manadas por meio de colares de satélite, especialmente em 31 fêmeas matrizes que lideram grupos de cerca de 10.
Guardiões comunitários percorrem áreas rurais para orientar agricultores. Em Mpingozi, escolas com aproximadamente 1.700 estudantes recebem sinalização de alerta sobre comportamento adequado diante dos njobvu e participam de palestras semanais.
Medidas de proteção e participação comunitária
Apoio da IFAW inclui cercas elétricas alimentadas por energia solar para proteger lotes de cultivo em clusters autorizados. Granários de cimento com laterais lisas emergem como solução para armazenar milho longe de predadores.
Equipes de resposta rápida ajudam a manter distâncias seguras entre pessoas e elefantes, com ações como dispersão com dispositivos sonoros. Jovens locais integram as Equipes de Resposta Primária para alertar comunidades sobre a aproximação de elefantes.
Desafios e perspectivas
Mesmo com medidas, a convivência ainda gera receios entre moradores, que relatam dificuldades para levar crianças à escola e manter atividades agrícolas estáveis. Autoridades ressaltam que o conhecimento sobre o comportamento animal reduz riscos de incidentes graves.
Especialistas apontam que o diálogo com comunidades e ações preventivas são fundamentais para evitar retaliação contra os indivíduos, preservando a vida humana e a fauna local. A fiscalização e o monitoramento remoto continuam como pilares da estratégia regional.
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