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Trump se defende de críticas de seus aliados republicanos sobre acordo com o Irã

Trump defende acordo com o Irã frente a críticas de republicanos hawks; avanço para a paz permanece incerto e com condições sobre desbloqueio de ativos

Donald Trump walking from Marine One to Air Force One in Morristown, New Jersey, on Friday 22 May.
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  • Trump defende-se de críticas de hawks republicanos sobre possível acordo com o Irã, afirmando não fazer “más negociações”.
  • A proposta de acordo envolve alívio de sanções e desbloqueio de até US$ 20 bilhões em ativos congelados, em troca da abertura do estreito de Hormuz e de negociações sobre o programa nuclear em sessenta dias, com início em cinco de junho no Paquistão.
  • Parte dos ativos estão no Qatar, incluindo pelo menos US$ 12 bilhões; o desbloqueio depende de avanços na entrega de urânio enriquecido.
  • O acordo também teria como condições cessar hostilidades entre Irã, EUA e aliados, além de Israel encerrar ofensivas no Líbano.
  • Oposição dentro do Partido Republicano aumenta, com o congressista Thomas Massie entre os políticos visados por eleitores que defendem posições críticas ao seu apoio ao presidente.

Donald Trump enfrentou críticas de colegas republicanos neste domingo, ao indicar avanço em uma possível acordo com o Irã para encerrar o conflito. O presidente afirmou, em postagens nas redes sociais, que o acordo seria diferente do promovido por Obama e assegurou cautela, sem pressa para fechar o texto final.

Hawks do próprio partido questionaram a estratégia, perguntando por que o conflito foi iniciado. Trump reiterou que não faz mau negócio e manteve a posição de que o bloqueio de portos iranianos continua até a conclusão e assinatura de um acordo, desde que certificada a progressão nas negociações.

Detalhes do acordo em negociação

O acordo proposto prevê alívio de sanções e desbloqueio de até 20 bilhões de dólares em ativos congelados, em troca de o Irã reabrir o estreito de Hormuz e negociar seu programa nuclear, com 60 dias de tratativas a partir de 5 de junho, em Paquistão. Pelo menos 12 bilhões de dólares estão em Qatar, segundo relatos.

A disputa central envolve a liberação de ativos do Irã mantidos no Qatar, condicionada ao avanço na entrega de urânio enriquecido. O acordo também exige cessar combates entre as partes e que Israel encerre ação militar no Líbano. Detalhes finais ainda não foram divulgados.

Reações no cenário político

Um ex-promotor federal, que já foi alvo de ações ligadas ao governo, pediu endurecimento contra mentiras eleitorais, defendendo reformas estruturais para fortificar a democracia. A proposta inclui mecanismos legais amplos para coibir desmontes informacionais.

Caso envolvendo a Segurança Nacional

Outro ponto de segurança ganhou destaque: um atirador abriu fogo próximo à Casa Branca e foi morto por agentes federais. O suspeito, de 21 anos, já era conhecido pela Secret Service e havia tentado ingressar no complexo no passado.

Cenário eleitoral e apoio interno

Um congressista conservador de Kentucky, que rompeu com Trump em questões militares e de gastos, tornou-se alvo de retaliação política em meio às primárias. A percepção de apoio interno ao presidente influencia o panorama para as eleições de novembro.

Outros desdobramentos do dia

Entre as pautas: uma ex-procuradora do direito internacional pediu estatuto da UE para bloquear sanções dos EUA contra membros do ICC, considerado por ela como estratégia coercitiva. Além disso, a iniciativa Pepfar, para combater HIV/Aids, mantém apoio entre eleitores, apesar de críticas da administração.

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