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Envelhecimento ativo ganha espaço e redefine a vida após os 60 anos

NOLT redefine velhice ao ampliar autonomia e participação, ressaltando continuidade de projetos e bem-estar psíquico na vida após os 60 anos

Psicóloga Maria Klien
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  • O conceito NOLT (New Older Living Trend) propõe reorganizar a vida após os 60 anos, ampliando autonomia e participação em trabalho, relações e aprendizado.
  • A psicóloga Maria Klien afirma que o envelhecimento é uma transição que envolve elaboração psíquica e construção de sentido, e não apenas retração.
  • Envelhecimento ativo busca manter desejo, vínculos e projetos para não se reduzir a fim, abrindo espaço para novas formas de vida.
  • No Brasil, o acesso a condições de envelhecimento com autonomia varia por fatores sociais e regionais; em outros países, políticas integradas ampliam saúde, atividades coletivas e participação econômica.
  • A continuidade psíquica é essencial: manter pertencimento evita sensação de exclusão e valoriza experiências para futuras construções.

O envelhecimento ativo ganha espaço na pauta pública, com o conceito NOLT, New Older Living Trend, ganhando destaque na discussão sobre saúde, participação social e continuidade de projetos após os 60 anos. A ênfase está na autonomia e na presença em diferentes esferas.

A psicóloga Maria Klien afirma que envelhecer não é retração, e sim reorganização psíquica com construção de novo sentido. O foco é sustentar desejo, vínculo e projeto de vida.

O movimento propõe romper com a ideia de perda de valor social na terceira idade, priorizando experiências contínuas e novos caminhos. A narrativa do tempo passa a ser de ocupação, não de limitação.

NOLT: essência e impactos

O conceito promove maior autonomia em trabalho, relações e aprendizado, mantendo a pessoa ativamente engajada ao longo da vida. Brasil enfrenta desigualdades regionais que afetam o acesso a condições de envelhecimento saudável.

Segundo Klien, é preciso considerar a dimensão psíquica da continuidade. Manter-se ativo envolve pertencimento, não apenas ocupação de tempo, para evitar exclusão e impactos na saúde mental.

A proposta valoriza saberes acumulados como base para novas realizações, evitando uma visão estática da memória. Envelhecer com presença envolve atualização constante da própria história.

Desafios para políticas públicas

Especialistas apontam a necessidade de integrar políticas públicas, iniciativas privadas e mudanças culturais. O objetivo é reconhecer o envelhecimento como parte ativa da vida social, com acesso a serviços e participação econômica.

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