- Pesquisa encomendada pela Dell Technologies, NVIDIA e IDC com 258 tomadores de decisão de TI governamental em seis países mostra que gestores brasileiros estão entre os mais preocupados com a dependência de tecnologia estrangeira em IA.
- 61,1% das organizações governamentais brasileiras dizem que planejam investir em IA soberana nos próximos 12 a 18 meses, próximo da média global de 60,5%.
- Em relação a investimentos já realizados, o Brasil fica em 8,3%, bem abaixo dos 15,5% observados globalmente.
- IA soberana significa desenvolver, operar e manter infraestrutura de IA no país, sem depender de plataformas de outros países.
- 44,4% dos gestores brasileiros citam redução da dependência de fornecedores estrangeiros como principal benefício, enquanto 30,6% temem atraso tecnológico, acima da média global de 20,5%.
A Dell Technologies, a NVIDIA e a IDC divulgaram um levantamento sobre IA soberana que envolve 258 tomadores de decisão de TI governamental em seis países, incluindo o Brasil. O estudo busca entender prioridades, investimentos e perspectivas sobre dependência de tecnologia estrangeira. O tema é destacado entre gestores públicos.
O relatório, intitulado Building a Sovereign AI Foundation for Government, aponta que o Brasil figura entre os países com maior preocupação quanto à dependência de fornecedores estrangeiros em IA. A pesquisa foi realizada com representantes de governos de EUA, Canadá, Brasil, Alemanha, Reino Unido e França.
O que é IA soberana
IA soberana refere-se à capacidade de desenvolver, operar e controlar sistemas de IA com infraestrutura própria, sem depender de plataformas ou servidores de fora. Na prática, é o oposto de rodar tudo em nuvem de empresas estrangeiras.
61,1% das organizações governamentais brasileiras dizem que planejam investir em IA soberana nos próximos 12 a 18 meses, próximo da média global de 60,5%. Contudo, apenas 8,3% já investem de fato, bem abaixo dos 15,5% globais.
Percepções sobre benefícios e riscos
44,4% dos gestores brasileiros citam a redução da dependência como principal benefício, frente a 28,3% no restante do mundo. Já 30,6% temem que o investimento gere atraso tecnológico, acima dos 20,5% globais.
Perspectivas futuras
O estudo evidencia uma diferença entre intenção e implementação no Brasil, com foco atual em planos futuros e preocupações sobre inovação. Os números reforçam o interesse de gestores públicos em maior autonomia tecnológica para IA.
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