- Google negocia com SpaceX para lançar data centers que operariam na órbita da Terra; informações são do The Wall Street Journal e ainda não há pronunciamento oficial.
- Google é investidora na SpaceX há anos e detém cerca de 6% da empresa.
- O projeto Suncatcher, anunciado no fim de 2025, visa testar a viabilidade de data centers no espaço para atender à demanda por IA; protótipos teriam lançamento previsto para 2027, com a Planet Labs responsável pela construção.
- SpaceX planeja usar o projeto como parte de sua oferta pública de ações, que pode ser a maior da história, avaliando a empresa em torno de US$ 1,75 trilhão.
- Especialistas apontam que há muitos desafios técnicos, como painéis solares eficientes, sistemas de resfriamento e impactos da operação de constelações de satélites, além de riscos de lixo espacial.
O Google está em negociações com a SpaceX para fechar um acordo sobre o lançamento de data centers que operariam na órbita da Terra. As empresas não se pronunciaram oficialmente sobre o tema. A informação é publicada pelo Wall Street Journal.
Segundo a reportagem, as conversas já seguem em estágios avançados, mas detalhes sobre a viabilidade técnica não foram divulgados. O Google também mantém negociações com outras empresas de exploração espacial e é investidor da SpaceX há anos, com participação estimada em cerca de 6%.
O projeto, anunciado pelo Google no fim de 2025, é chamado Suncatcher e visa estudar a construção de data centers no espaço para atender à crescente demanda por IA e a impactos energéticos. A iniciativa prevê servidores com unidades de processamento Tensor trabalhando a partir de energia solar.
A SpaceX vê nesse conceito uma frente para a possível oferta pública de ações da empresa, que poderia impulsionar o valor de mercado para cerca de US$ 1,75 trilhão. A companhia já sinalizou interesse nesse tipo de projeto. A ideia integra a agenda de expansão financeira.
O histórico da colaboração inclui a aquisição da xAI, empresa de IA ligada à empresa, que também explora data centers no espaço. A conexão entre IA, hardware espacial e financiamento é citada como elemento-chave para o eventual acordo.
Sobre a viabilidade prática, especialistas apontam desafios como eficiência de painéis solares, sistemas de resfriamento e custo de implementação. Seriam necessários vários anos para superar essas barreiras técnicas, segundo análises de especialistas consultados pela imprensa especializada.
Há também atenção às implicações logísticas, como a gestão de lixo orbital e a ocupação da baixa órbita por novos equipamentos. A formação de constelações de satélites, como as usadas pela Starlink, é citada como possível modelo, mas com preocupações distintas.
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