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Head de IA do Canva afirma que problema da IA ainda não está resolvido

Desafio central: levar modelos de IA de alto desempenho para oito ou nove bilhões de pessoas, mantendo eficiência, custo baixo e distribuição ampla

Danny Wu: (Reprodução)
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  • Danny Wu, head de IA do Canva, assumiu o papel no Canva após entrar como engenheiro de software em 2016, liderando os produtos de IA da empresa.
  • O maior desafio apontado é como colocar modelos de IA mais avançados nas mãos de absolutamente todo mundo, de forma eficiente e barata.
  • O Canva já trabalha com IA multimodal (visão, imagem, áudio, vídeo) e usa modelos internos mais econômicos que os de terceiros via API, com foco em escalabilidade.
  • A latência da geração de imagem é vista como uma “caixa misteriosa”; a solução envolve editabilidade e ajustes para adaptar resultados às preferências do usuário.
  • A empresa mantém parcerias de longo prazo com grandes players de IA (como a OpenAI) e planeja abrir capital em 2027, além de ampliar acesso por meio de educação e organizações sem fins lucrativos.

Danny Wu, responsável pelos produtos de IA do Canva, revela o desafio que, segundo ele, ainda não foi resolvido pelo setor: tornar as IA de alta performance acessíveis a todos os usuários. A entrevista ocorreu à EXAME, com foco na evolução da empresa e nos obstáculos da tecnologia.

Wu iniciou no Canva em 2016, quando a empresa tinha apenas um andar e um milhão de usuários. Hoje ele atua como head de IA, coordenando equipes de engenharia, produto e design em busca de integração entre as áreas.

O Canva, que tem como meta manter crescimento e rentabilidade, mergulha na IA para ampliar a escalabilidade e facilitar o uso por quem não é especialista. A visão é distribuir modelos avançados a bilhões de pessoas de forma eficiente e econômica.

Trajetória e mudanças dentro do Canva

Wu lembra que, no início, não havia times formais na empresa. A reunião diária era a base da organização, e o foco era resolver problemas dos usuários com uma visão de dois passos. A transformação para IA foi gradual, envolvendo diversas áreas.

A convergência entre engenharia, produto e design ficou evidente conforme a empresa avançou. Segundo Wu, o melhor resultado surge quando as frentes trabalham juntas, o que ocorreu de forma natural ao longo dos anos.

O executivo também destaca a importância de manter o foco na experiência do usuário. A transição para IA não veio de uma ideia isolada, mas de um movimento interno, com participação de diferentes níveis da companhia.

O que falta resolver na IA do Canva

Um dos temas centrais é como colocar modelos de IA mais avançados nas mãos de todas as pessoas. Wu aponta que, embora a empresa já tenha modelos internos mais eficientes, o desafio é democratizar o acesso a IA de maior desempenho sem comprometer custo e distribuição.

Wu cita ainda a necessidade de equilibrar inovação com inclusão. O Canva Educação, por exemplo, é gratuito, assim como ONGs atendidas pela plataforma, o que demanda soluções de IA menos onerosas para ampla adoção.

Outro ponto apontado é a experiência de geração de imagens em uma única tentativa, descrita pelo executivo como uma “caixa misteriosa”. A solução envolve edibilidade e ajustes para que o usuário possa guiar o resultado final de forma mais imediata.

Perspectivas e parcerias

A visão de Wu é que a IA não é apenas uma tendência, mas parte do core do design e da criação no Canva. A empresa já trabalha com parceiros relevantes e manteve investimentos em pesquisa fundamental para ampliar o leque de aplicações criativas.

Questionado sobre o futuro, Wu admite que o ritmo de mudanças é rápido e não há como prever com precisão os próximos dez anos. O foco permanece em tornar a IA mais acessível, robusta e integrada ao dia a dia dos usuários.

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