- Hiperidrose é a produção excessiva de suor, chegando a até cinco vezes acima do que é considerado normal.
- Pode ocorrer por hiperatividade das glândulas sudoríparas ou ser secundária a doença, medicamento, medo, nervosismo ou estresse.
- Existem tratamentos não cirúrgicos indicados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, como pomadas à base de metenamina e antitranspirantes com até 20% de cloridrato de alumínio.
- Em mãos, pés, couro cabeludo ou axilas, a toxina botulínica também é usada para reduzir a transpiração, bloqueando a comunicação entre o cérebro e as glândulas sudoríparas.
- O tratamento é definido pelo dermatologista após avaliação clínica e histórico, levando em conta a causa da hiperidrose.
A hiperidrose é a produção excessiva de suor acima do que é necessário para a fisiologia do corpo. A condição pode surgir por hiperatividade das glândulas sudoríparas ou estar associada a doenças, medicamentos ou situações de nervosismo e estresse.
Segundo o dermatologista Dr. Felipe Gasparini, da Clínica Adriana Vilarinho e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), quem sofre pode chegar a produzir até cinco vezes mais suor do que o habitual. Em alguns casos, a hiperidrose ocorre de forma secundária a outras enfermidades, mantendo o incômodo principalmente em dias quentes.
A avaliação clínica considera o impacto emocional, social e profissional, além da saúde física. Em muitos casos, é possível tratar sem cirurgia, reduzindo a chance de efeitos colaterais.
Tratamentos sem cirurgia
Com respaldo da SBD, existem opções menos invasivas para controlar o suor excessivo. Entre as abordagens, estão os tratamentos tópicos com anti-sudorídeos que contêm cloridrato de alumínio, às vezes associados a agentes antibacterianos. Em regiões como mãos e pés, podem ocorrer aplicações de correntes elétricas por meio de eletrodos.
Para a hiperidrose nas mãos, pés, couro cabeludo ou també axilas, a aplicação de toxina botulínica é citada como alternativa eficaz. A toxina atua bloqueando a comunicação entre o cérebro e as glândulas sudoríparas, reduzindo a produção de suor.
O plano terapêutico é definido pelo dermatologista após avaliação clínica detalhada e análise do histórico do paciente, bem como da provável causa da hiperidrose. O médico também ressalta que cada caso pode exigir abordagens diferentes para evitar compensação de suor em outra região do corpo.
Dr. Felipe Gasparini atua na unidade Vila Olímpia da Clínica Adriana Vilarinho, é membro da SBD e possui CRM 199.116 / RQE 112.653. O conteúdo a seguir reforça que o tratamento adequado pode variar conforme o perfil clínico do paciente.
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