- Jeremy, 16 anos, foi a primeira morte confirmada na Austrália relacionada à alergia à carne vermelha causada por carrapatos, conhecida como síndrome alfa-gal, e apenas a segunda no mundo.
- A família, especialmente a mãe Myfanwy, desconfiou que o caso não era apenas de asma, levando anos de estudo até confirmar a real causa.
- A alergia pode provocar reação alérgica horas após o consumo de carne de mamíferos; nesse caso, houve ligação com salsichas consumidas antes da morte.
- Em fevereiro deste ano, o legista confirmou que a causa foi anafilaxia decorrente de exacerbação da asma causada pela alergia à carne de mamíferos.
- A magistrada recomendou usar o caso como estudo de treinamento para médicos residentes de pronto-socorro e alertar sobre a síndrome alfa-gal, deixando um legado para evitar novas fatalidades.
Jeremy, 16 anos, morreu após uma reação alérgica rara associada à carne de mamíferos, causada por carrapatos. A confirmação ocorreu após investigação no estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, tornando-o a primeira morte no país relacionada à síndrome alfa-gal. É a segunda notificação mundial desse caso até o momento.
O evento ocorreu em junho de 2022, quando Jeremy foi acampar com amigos. Ele teria apresentado crise semelhante à asma após jantar com salsichas, desmaiando e sendo levado ao hospital, onde faleceu pouco depois, por volta de 00h29. A família afirma que amigos fizeram RCP antes da chegada das equipes.
A mãe, Myfanwy Webb, cientista de pesquisa médica, passou anos investigando sintomas que associou a reações à carne. Ela observou que o paciente apresentava mal-estar após comer carne vermelha e, às vezes, apenas pelo cheiro de carne assada. Em 2023 reuniu documentos e encaminhou ao legista; a investigação começou formalmente em novembro de 2025.
Investigação e conclusão
A vice-coronel Carmel Forbes apresentou as conclusões em fevereiro de 2026. O inquérito indicou que Jeremy sofreu uma anafilaxia fatal, desencadeada pela exacerbação aguda da asma devido a uma reação severa à carne de mamíferos, com salsichas identificadas como o gatilho.
Segundo o laudo, a morte deve ser registrada como relacionada à síndrome alfa-gal. A magistrada recomendou o uso do caso como estudo de treinamento para médicos de pronto atendimento na região costeira central. A família afirma que o legado é alertar sobre o risco dessa alergia rara.
Myfanwy ressaltou que, ao identificar a ligação, busca impedir novas tragédias. Ela destacou ainda que o filho estaria orgulhoso pelas ações que visam educar profissionais da saúde e a comunidade sobre a síndrome alfa-gal.
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