- O campo magnético da Terra está se deslocando, com o Polo Norte magnético avançando em direção à Sibéria, segundo o World Magnetic Model 2025.
- Desde 1831, o polo percorreu cerca de 2.250 quilômetros pelo Hemisfério Norte; a velocidade aumentou nos anos noventa e, recentemente, ficou entre 35 e 60 quilômetros por ano, com o polo cruzando a Linha Internacional de Data em outubro de 2017.
- A mudança afeta diretamente sistemas de navegação e defesa: aviação, navegação marítima, GPS e drones precisam recalibrar referências magnéticas.
- O WMM2025 é mais preciso, com resolução de 300 quilômetros no equador, e vale até 2029, substituindo o modelo anterior.
- Mesmo com a desaceleração recente, o movimento atual é considerado sem precedentes, mas não indica retorno do polo ao Canadá.
O campo magnético da Terra está se deslocando e a velocidade desse movimento já afeta sistemas que vão desde bússolas e GPS até a aviação. O Polo Norte magnético avança em direção à Sibéria, segundo o World Magnetic Model 2025, forçando recalibrações de referência usadas por navios, aeronaves e defesas. A mudança é contínua e, apesar de desacelarada recentemente, continua sendo um desafio técnico para a precisão das rotas.
O deslocamento não é aleatório. Ele ocorre devido a uma disputa entre correntes magnéticas no interior da Terra, entre o núcleo externo de ferro e níquel. A movimentação dessas correntes altera a posição do polo magnético de forma que nunca coincide com o Polo Norte geográfico.
Desde 1831, quando James Clark Ross registrou o polo pela primeira vez, o movimento foi lento por muito tempo, variando entre zero e 15 quilômetros por ano. A partir dos anos 1990, a velocidade aumentou para 50 a 60 km/ano, levando a atual atualização emergencial do modelo magnético em 2019 e a mudanças contínuas desde então.
Com a atualização de 2025, o polo magnético está mais próximo da Sibéria do que do Canadá. Em outubro de 2017, ele cruzou a Linha Internacional de Data, aproximando-se a menos de 390 quilômetros do Polo Norte geográfico. Em 2024, a posição estimada ficou em torno de 86° N, 142° L, no hemisfério Oriental.
A desaceleração observada nos últimos cinco anos chamou a atenção de cientistas. Dados publicados indicam que a velocidade caiu de 50–60 km/ano para cerca de 35 km/ano, segundo estudo divulgado na Nature. Mesmo assim, permanece acima da média histórica anterior a 1990.
Tecnologias afetadas pela mudança
A navegação depende diretamente da correção entre referenciais magnéticos e geográficos. Aviação civil e militar ajustam pistas, que são nomeadas pelo norte magnético, quando necessário. Navegação marítima usa referências magnéticas para traçar rotas em áreas com cobertura de satélite limitada.
GPS e smartphones convertem coordenadas magnéticas em geográficas com base no WMM, que orienta as transformações entre referenciais. Dispositivos autônomos e sistemas de defesa também utilizam o polo como referência de orientação.
O que representa o WMM2025
O WMM2025, válido até 2029, introduziu um modelo de alta resolução com precisão estimada em 300 km no equador, muito superior ao modelo anterior, que tinha resolução média de cerca de 3.300 km. Trata-se da versão mais detalhada já publicada para rastrear o campo magnético da Terra.
Com o polo em posição instável, o monitoramento geomagnético tornou-se uma tarefa contínua para garantir a confiabilidade de rotas e operações sensíveis. Não há garantia de estabilidade até 2029, segundo os registros atuais.
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