- Um laboratório da University of Nebraska Medical Center desenvolveu um teste de PCR para detectar o hantavírus de Andes e está pronto para testar 16 passageiros americanos de cruzeiro que retornam aos EUA.
- O teste permite identificar o vírus em quantidades muito pequenas antes do surgimento de sintomas graves, facilitando diagnóstico rápido e tratamento oportuno.
- A CDC possui um teste de PCR para Andes, mas em fase de validação e não pode ser usado para manejo de pacientes; o laboratório de Nebraska acelerou a validação local.
- A validação inicial em Nebraska envolveu colaboração com o University of New Mexico e resultou na viabilização de centenas de testes para amostras de pacientes.
- O hantavírus de Andes tem taxa de mortalidade em torno de 35% e não há medicamento específico; cuidados de suporte precoce podem melhorar a sobrevida.
A Universidade de Nebraska Medical Center, em Omaha, desenvolveu um teste diagnóstico para o hantavírus de Andes, visando detectar a doença antes que os sintomas se agravem. O laboratório já se prepara para testar passageiros de cruzeiro retornando aos EUA.
O objetivo é identificar casos precocemente para iniciar tratamento rápido e reduzir a transmissão. O anúncio ocorre enquanto o CDC alerta sobre a necessidade de validação de qualquer teste diagnóstico antes do uso clínico.
O laboratório mobilizou-se rapidamente após receber a confirmação de que receberia 16 passageiros do navio. A busca por material e validação envolveu parcerias com instituições de pesquisa, incluindo a Universidade do Novo México.
Desenvolvimento e validação do teste
O CDC já dispõe de um teste PCR para hantavírus de Andes, mas este é classificado como teste de pesquisa e não é utilizado para manejo clínico. A validação é necessária para uso no atendimento a pacientes.
A equipe liderada por Peter Iwen reuniu materiais de laboratórios da Califórnia e de New Mexico para montar o protocolo desde o início. O Andes vírus é geneticamente diferente do hantavírus predominante nos EUA.
Bradfute, da Universidade de New Mexico, forneceu material genético do vírus para validação, além de reagentes que permitem detectar o vírus em amostras de sangue. A carga de trabalho inicial permitiu realizar cerca de 300 testes de validação.
A etapa seguinte envolve aplicar o teste a amostras reais dos 16 passageiros, com foco em identificar casos o mais cedo possível. A mortalidade associada ao hantavírus de Andes é estimada em cerca de 35%.
Segundo especialistas, a capacidade de detecção precoce pode orientar intervenções clínicas, como manejo de fluidos e suporte respiratório, potencialmente melhorando as chances de sobrevivência sem antibióticos específicos.
A observação de especialistas aponta que poucos laboratórios estaduais têm a infraestrutura para testes de hantavírus por anticorpos, enquanto o PCR em tempo real pode acelerar diagnósticos. O esforço de Nebraska é apresentado como uma resposta proativa.
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