- Hubble identificou o maior disco protopolnetário já observado ao redor de uma estrela jovem, IRAS 23077+6707, a cerca de 1.000 anos-luz.
- O disco tem aproximadamente 640 bilhões de quilômetros de extensão, cerca de 40 vezes o tamanho do Sistema Solar.
- Estruturas de gás e poeira são muito assimétricas, com filamentos visíveis apenas de um lado, em meio a um ambiente turbulento.
- O material presente é suficiente para formar vários planetas gigantes; há uma estrela jovem no centro, rodeada por nuvens de gás e poeira, possivelmente com uma ou duas estrelas orbitando.
- A pesquisa, publicada na The Astrophysical Journal e conduzida pela astrônoma Kristina Monsch, destaca o disco como laboratório natural para estudar a formação de mundos.
O telescópio Hubble identificou o maior disco protoplanetário já observado em torno de uma estrela jovem. Localizado a cerca de 1.000 anos-luz, o objeto IRAS 23077+6707 apresenta um disco com aproximadamente 640 bilhões de quilômetros de extensão, cerca de 40 vezes o tamanho do Sistema Solar.
A estrutura abriga gás e poeira em padrões extremamente assimétricos, com filamentos visíveis apenas em um dos lados. O ambiente é turbulento e instável, com material suficiente para formar vários planetas gigantes ao longo de milhões de anos. A estrela central permanece parcialmente ocultada por densas nuvens cósmicas.
Os pesquisadores destacam que o disco pode ter origem em quedas contínuas de material ou em interações com o entorno da estrela jovem. No centro, há um objeto estelar ainda envolvido por nuvens de gás, o que alimenta hipóteses de uma estrela massiva ou de múltiplas estrelas orbitando entre si.
Resultados da pesquisa foram publicados na The Astrophysical Journal e liderados pela astrônoma Kristina Monsch, do Harvard & Smithsonian. As imagens oferecem detalhe incomum para discos protoplanetários, observando o disco praticamente de perfil.
Os dados indicam ainda que o disco possui massa equivalente a até 30 vezes a de Júpiter. Esse volume de material sustenta o potencial de formação de diversos mundos gigantes em fases iniciais.
Com mais de três décadas em operação, o Hubble continua oferecendo imagens que ajudam a entender os estágios iniciais da formação de sistemas planetários. A descoberta reforça que cenários de nascimento de mundos podem ser mais complexos do que modelos tradicionais sugeriam. O IRAS 23077+6707 passa a figurar como um laboratório natural para o estudo de planetas ainda em formação.
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