Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Navio de 2.400 anos aparece com casco intacto, 381 ânforas e 9 mil amêndoas

Navio grego de Kyrenia, naufragado há 2.400 anos, revela carga preservada, 381 ânforas e amêndoas intactas, iluminando rotas comerciais antigas do Mediterrâneo

Carga do Navio de Kyrenia com ânforas, mós e madeira preservada
0:00
Carregando...
0:00
  • Navio mercante grego do século IV a.C. (última viagem entre 294 e 290 a.C.) teve o casco restaurado e fica exposto no Museu de Naufrágio Antigo de Kyrenia, no norte de Chipre.
  • A carga incluía 381 ânforas de origem diversificada (Rodes, Cnido, Samos, Cós, Palestina, Egito e Chipre), mais de 9 mil amêndoas preservadas, 29 mós de pedra de Cós e lingotes de ferro com utensílios da tripulação.
  • Naufrágio do Mar Negro, cerca de 400 a.C., encontrado a mais de dois mil metros de profundidade, conserva-se graças à água anóxica abaixo de duzentos metros.
  • Em 2025, arqueólogos croatas confirmaram um navio grego do século IV a.C. próximo à ilha de Vis, com ânforas de azeite, especiarias e alimentos preservados, cerâmica helenística e parte do casco intacta; itens devem ir ao museu de Vis.
  • Juntos, Kyrenia, o Mar Negro e Vis evidenciam rotas comerciais gregas entre Rodes, Atenas, Chipre, colônias adriáticas e o Mar Negro, além da construção naval “shell-first” já observada em outros sítios.

O Navio de Kyrenia, uma embarcação mercante grega do século IV a.C., foi encontrado sob o mar ao redor de Chipre, em 1965. Um mergulho revelou uma forma incomum no leito marinho a cerca de 30 metros de profundidade. As escavações formais ocorreram entre 1968 e 1969, ampliando o conhecimento sobre rotas comerciais mediterrâneas.

A carga preservada inclui 381 ânforas de várias origens, mais de 9 mil amêndoas, mós de pedra de Cós com identificação gravada e utensílios da tripulação. Estudos com uma nova curva de carbono-14 dataram a última viagem do navio entre 294 e 290 a.C. O casco restaurado está exposto no Museu de Naufrágio Antigo de Kyrenia.

O naufrágio do Mar Negro: o mais antigo navio intacto já encontrado

Em 2018, o Black Sea MAP anunciou a descoberta, a cerca de 2.000 metros de profundidade, a 80 km da costa de Burgas, na Bulgária. A conservação se deve à água anóxica abaixo de 200 metros, que impede a decomposição de matéria orgânica, preservando o casco grego de aproximadamente 400 a.C.

Novo achado grego na Croácia em 2025

Arqueólogos croatas confirmaram, em 2025, a presença de um navio mercante grego do século IV a.C. próximo à ilha de Vis, no Adriático. A embarcação foi avistada entre 2023 e 2025 a 30–50 metros de profundidade, revelando ânforas com azeite, especiarias e alimentos, cerâmica fina e restos da tripulação.

Os artefatos devem ser expostos ao público no museu da ilha de Vis após as escavações, que devem durar anos. Mergulhadores destacaram a qualidade de preservação de itens emergindo do sedimento, reforçando a importância científica do sítio.

Por que esses navios permanecem intactos há milênios

A preservação resulta de fatores ambientais específicos: sedimentos que protegem o casco, água anóxica e baixa perturbação do local. Kyrenia fica a ~30 m de profundidade; o Mar Negro, em profundidade muito maior; o sítio de Vis fica entre 30 e 50 m.

Juntos, os três navios oferecem um retrato das rotas gregas antigas, conectando ilhas do Egeu, costas do Levante, colônias Adriáticas e o Mar Negro. A construção do tipo shell-first demonstra a sofisticação da engenharia naval da época, destacando Kyrenia como referência de estudo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais