- O Nikola Tre FCEV, movido a hidrogênio, tem autonomia de até 800 quilômetros e abastecimento em cerca de 20 minutos.
- O veículo gera eletricidade a bordo por células de combustível, liberando apenas vapor d’água pelo escapamento e atuando também como filtro móvel de ar.
- Em comparação com diesel e elétricos, o Tre FCEV oferece emissão zero, tempo de abastecimento rápido e autonomia superior aos BEV médios, com peso moderado do sistema.
- A operação na Califórnia é viabilizada por incentivos como o HVIP, com parceria da Iveco para usar o chassi S-Way como base.
- O projeto depende da expansão de postos de hidrogênio verde e de corredores logísticos, para reduzir custos, ampliar zonas de emissão zero e fortalecer a viabilidade comercial.
O Nikola Tre FCEV move o setor de logística ao apostar na propulsão a hidrogênio. O caminhão de classe 8 usa célula de combustível para gerar energia a bordo, emitindo apenas vapor de água pelo escapamento. O veículo busca reduzir o uso de diesel sem perder produtividade.
A tecnologia transforma hidrogênio comprimido em eletricidade, alimentando os motores. Com um abastecimento único, o tanque se enche em cerca de 20 minutos, tempo similar ao de caminhões a combustão e muito mais rápido que recargas de baterias.
O projeto utiliza um sistema de purificação que retém partículas e poluentes do ar. A engenharia pretende, assim, ampliar a qualidade do ar ao redor de grandes vias urbanas e hubs logísticos, reforçando a ideia de emissões locais zero.
Na prática, o Tre FCEV pode alcançar até 800 quilômetros de autonomia, com vantagem competitiva de tempo de reabastecimento frente a BEVs. O design colabora para reduzir peso relativo ao de baterias pesadas.
Viabilidade e parcerias
A operação comercial já recebe apoio de programas como HVIP na Califórnia, que subsidiam frotistas na aquisição de veículos de zero emissão. A parceria com a Iveco utiliza o chassi S-Way como base para a integração de hidrogênio.
Entre os fundamentos estão menor custo de manutenção por quilometro, acesso a zonas de emissão zero e recuperação de energia por frenagem. A telemetria monitora consumo de hidrogênio em tempo real, otimizando a operação.
Rumo à infraestrutura
O sucesso depende da expansão de postos de hidrogênio verde, com eletrólise alimentada por fontes renováveis. Corredores logísticos nos EUA e na Europa estão em desenvolvimento, visando reduzir o peso e o tempo de carregamento.
A trajetória aponta para um ecossistema de combustíveis do futuro. O Nikola Tre FCEV é apresentado como etapa inicial rumo a transporte pesado mais silencioso e com menor impacto ambiental.
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