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Por que empresas devem iniciar testes de computação quântica hoje

Empresas já testam computação quântica; ganhos econômicos devem surgir gradualmente, à medida que aprendem com pilotos e ajustam processos

Computação quântica deve ser vista como uma “tecnologia habilitadora”, assim como já foram a eletricidade e a internet — Foto: Yuichiro Chino/Getty Images
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  • A computação quântica terá impacto econômico gradual, conforme empresas experimentam aplicações, não de forma instantânea.
  • IBM, Airbus, Volkswagen e Telefônica já realizam testes de otimização em áreas como logística, tráfego, operações portuárias e redes.
  • O estudo no MIT Sloan Management Review descreve a computação quântica como uma tecnologia habilitadora, semelhante à eletricidade e à internet, que depende de inovações complementares.
  • Os autores recomendam três caminhos: criar profissionais ponte entre tecnologia e negócios, buscar oportunidades de aprendizado de curto prazo e abrir espaço para experimentação de longo prazo.
  • O foco é construir capacidade interna de aprendizado e preparação para mudanças de processo, em vez de aguardar provas definitivas de valor.

Em artigo publicado no MIT Sloan Management Review, Avi Goldfarb e Florenta Teodoridis defendem que a computação quântica deve ser vista como uma tecnologia habilitadora, não como uma solução pronta. Empresas como IBM, Airbus, Volkswagen e Telefônica já realizam experimentos voltados a otimização de logística, tráfego, operações portuárias e redes. O movimento busca aprender com testes e preparar o terreno para aplicações futuras.

Os autores ressaltam que o impacto econômico da computação quântica não ocorrerá de uma só vez. O progresso virá gradualmente, à medida que hardware, software e processos organizacionais evoluírem de forma complementar. Assim, a participação das empresas ajuda a indicar problemas relevantes e a priorizar capacidades, reduzindo a incerteza sobre o retorno.

Essa visão contrasta com a expectativa de uma revolução imediata. Em vez disso, a conclusão prática é de que o valor surge a partir de aprendizados compartilhados entre usuários e desenvolvedores, construindo um ecossistema que alimenta novos modelos de negócios e eficiência operacional. A iniciativa é explicitamente de aprendizado contínuo.

O que as empresas devem fazer agora

1) Criar profissionais ponte entre tecnologia quântica e negócios

Para acompanhar inovações, é necessário ter equipes que conectem avanços quânticos aos problemas reais da empresa. Esses profissionais identificam problemas solucionáveis, restrições-chave e melhorias de desempenho que justificam investimento.

2) Buscar oportunidades de curto prazo para aprendizado

Estratégias viáveis de experimentação ajudam a avaliar impacto econômico imediato. A ideia é verificar se soluções inspiradas na quântica reduzem custos, aumentam velocidade ou requerem menos recursos, abrindo caminho para aplicações futuras.

3) Reservar espaço para experimentação de longo prazo

Os autores apontam que ganhos significativos aparecem quando processos de operação são redesenhados, não apenas ao substituir tarefas. A experimentação deve ocorrer separada das operações principais, com incentivos distintos e foco no aprendizado.

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