- A UE afirmou que nenhuma carne consumida no bloco foi produzida com antimicrobianos para fins de crescimento, apenas para tratamento veterinário específico.
- A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas evoluem para sobreviver a medicamentos.
- A UE classifica a resistência antimicrobiana entre as três principais ameaças à saúde e defende ações coordenadas no bloco.
- A OMS aponta a resistência como uma das dez principais ameaças globais à saúde; foram 1,27 milhão de mortes diretas em 2019, com 4,95 milhões de casos indiretos.
- Entre as medidas recomendadas estão maior controle de prescrições, restrições ao uso na produção animal e monitoramento da resistência.
A União Europeia afirma que nenhuma carne consumida no bloco pode ter sido produzida com antimicrobianos para fins de crescimento ou rendimento, e não apenas para tratamento veterinário. O objetivo é evitar o uso excessivo de antibióticos, que pode favorecer patógenos resistentes. A preocupação é que a prática na pecuária acelere esse avanço.
A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas passam a sobreviver a medicamentos usados para eliminá-los. Em 2022, a Comissão Europeia e os Estados-membros apontaram essa resistência como uma das três principais ameaças à saúde pública no bloco.
Entre os impactos, a UE aponta que o fenômeno já causa cerca de 35 mil mortes anuais na região. Sem medidas adicionais, projeções projetam até 39 milhões de mortes globais entre 2025 e 2050.
A Organização Mundial da Saúde também enfatiza o tema. Em 2023, a OMS classifica a resistência antimicrobiana entre as 10 maiores ameaças à saúde pública.
Segundo a OMS, 1,27 milhão de mortes no mundo em 2019 estiveram diretamente ligadas à resistência bacteriana. Em quase 5 milhões de casos, o fenômeno foi um fator indireto relacionado aos óbitos.
A OMS evidencia que a resistência afeta sobretudo países de baixa e média renda, mas atinge sistemas de saúde globalmente. O custo hospitalar cresce, processos cirúrgicos ficam mais arriscados e internações se alongam.
Consequências e ações recomendadas pela OMS
Para reduzir o impacto, a OMS recomenda ações coordenadas entre governos, saúde e agroindústria. Entre as medidas estão maior controle de prescrições, restrições ao uso na produção animal e melhoria de sistemas de monitoramento.
A UE defende políticas que reforcem a prevenção, a vigilância e a resposta sanitária. O objetivo é conter o uso inadequado de antimicrobianos e evitar a disseminação de resistência entre humanos e animais.
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