- Fotos aparentemente inofensivas, como o sinal de paz, podem expor dados biométricos que ajudam hackers a acessar contas e dispositivos protegidos por impressão digital.
- Ferramentas de inteligência artificial podem ampliar imagens e destacar as linhas das impressões digitais presentes nas mãos.
- Li Chang, especialista em segurança digital, mostrou que selfies tiradas de 1,5 a 3 metros podem revelar detalhes suficientes das impressões digitais para análise maliciosa.
- Casos já ocorreram: em 2014, um hacker copiou a impressão digital da presidente da Comissão Europeia a partir de imagens públicas; em 2025, um homem na China teve as impressões digitais copiadas após publicar uma foto online.
- Especialistas afirmam que ataques desse tipo são ainda direcionados e não representam ameaça ampla ao público, mas compartilhar imagens detalhadas das mãos pode aumentar o risco, especialmente em imagens de alta resolução enviadas a ferramentas de IA.
Durante um programa exibido na televisão chinesa, especialistas em segurança digital mostraram como imagens simples podem revelar dados biométricos. O foco foi o sinal de paz feito com dois dedos, comum em fotos, que pode expor informações sensíveis.
Ferramentas de inteligência artificial conseguem ampliar fotografias e acentuar detalhes das impressões digitais presentes nas mãos. A demonstração apontou que fotos tiradas a distâncias de 1,5 a 3 metros já podem subsidiar análises de dados biométricos por criminosos.
Casos e evidências
Relatos anteriores indicam que, em 2014, um hacker replicou a impressão digital de uma autoridade europeia usando imagens públicas. Em 2025, houve registro semelhante em Hangzhou, segundo o South China Morning Post. Casos assim são usados para ataques com alto valor.
Risco atual e limites
Especialistas ressaltam que o uso é relativamente direcionado e ainda não representa uma ameaça generalizada ao público. Acesso exigiria imagens em alta resolução, com as digitais expostas, e envolve fases técnicas complexas.
Desdobramentos tecnológicos
Especialistas explicam que fotos enviadas a ferramentas de IA preservam detalhes mais do que imagens comprimidas. O compartilhamento de imagens muito nítidas pode aumentar o potencial de coleta e uso indevido de dados biométricos pela indústria tecnológica.
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