- O SUS vai oferecer o teste genético para identificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 em mulheres com câncer de mama, para indicar predisposição hereditária.
- Uma portaria publicada no Diário Oficial da União determina que a rede pública tenha até 180 dias para começar a ofertar o sequenciamento.
- O resultado pode orientar tratamento, incluindo a possibilidade de cirurgia preventiva, além de ajudar na prevenção de familiares.
- Atualmente, o exame é feito principalmente em clínicas particulares, com custo entre R$ 1.000 e R$ 3.000, e envolve painéis multigênicos.
- Especialistas veem a medida como passo inicial para mapear a prevalência da mutação BRCA no Brasil e subsidiar futuras políticas públicas, como acesso a cirurgias preventivas e tratamentos específicos.
O SUS vai oferecer teste genético para câncer de mama. A portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (13) determina que a rede pública passe a disponibilizar o exame para identificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associadas a maior predisposição hereditária à doença. A medida estabelece um prazo de até 180 dias para início da oferta.
O teste pode orientar o tratamento, incluindo a possibilidade de cirurgia preventiva, e facilita a detecção de risco entre familiares. A iniciativa nasceu com o objetivo de democratizar o acesso a informações genéticas que impactam decisões médicas, especialmente em casos de câncer de mama.
Implementação e contexto
Até o momento, o custo do exame no setor privado varia entre R$ 1.000 e R$ 3.000, com opções que cobrem vários genes em painéis multigênicos. A redução de preço ao longo dos anos viabilizou a incorporação do sequenciamento ao Sistema Único de Saúde.
A mudança é vista como um passo inicial para ampliar o conhecimento sobre a prevalência de mutações BRCA no país. Especialistas destacam que os resultados podem embasar políticas públicas, incluindo o acesso a cirurgias preventivas e tratamentos específicos para pacientes portadoras.
Perspectivas e impactos
A decisão não extingue a oferta de testes genéticos privados, que já eram usados por pacientes que podiam arcar com o custo. A expectativa é que o SUS permita mapear a porcentagem de mulheres com mutação BRCA no Brasil, fortalecendo ações de prevenção.
Especialistas ressaltam que o teste no SUS pode também ampliar o alcance de estratégias de prevenção em familiares não diagnosticados. A medida é considerada um marco para a equidade no acesso a informações genéticas e a opções terapêuticas.
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