- A Torre de Pisa, com 55 metros, permanece inclinada de forma estável porque o centro de gravidade está na posição mais elevada, gerando uma força contrária ao tombamento.
- A inclinação não foi planejada: começou a faltar equilíbrio já no terceiro andar, durante a construção iniciada em 9 de agosto de 1173, em solo fraco e com fundação de apenas três metros.
- Em 1990, o monumento foi fechado ao público pela primeira vez em 800 anos por temores de desabar, quando a inclinação chegava a 4,5 metros.
- Entre 1993 e 2001, equipe internacional instalou cabos de aço e um contrapeso próximo a quase um quarteirão de distância, reduzindo a inclinação em 45 centímetros.
- Hoje, a torre é considerada estável, com a inclinação em cerca de 3,99 graus; nos últimos vinte anos houve ganho de aproximadamente quatro centímetros no endireitamento.
A Torre de Pisa, no centro de Pisa, Itália, continua a desafiar a gravidade graças à sua inclinação estável. A estrutura, com cerca de 55 metros de altura, mantém o centro de gravidade em uma posição elevada, gerando uma força contrária que sustenta o equilíbrio.
A origem do problema remonta ao início da construção, em 1173, que começou a inclinação já no terceiro andar. O fator determinante foi uma fundação mal construída, com apenas três metros de profundidade, assentada sobre um subsolo fraco e pouco compacto.
A gravidade do assunto ficou evidente em 1990, quando o monumento foi fechado ao público pela primeira vez em 800 anos, por temores de desabamento diante de uma inclinação de 4,5 metros.
Restauração e estabilização
Na década de 1990, houve uma grande reforma para conferir maior estabilidade. Cabos de aço foram instalados ao redor da torre, conectados a um grande contrapeso próximo a quase um quarteirão de distância. Entre 1993 e 2001, um comitê internacional atuou no local, reduzindo a inclinação em 45 centímetros.
Situação atual
Antes da restauração, a torre estava inclinada em cerca de 5,5 graus. Hoje, o ângulo ficou em torno de 3,99 graus. Nas últimas duas décadas, houve um endireitamento lento, de cerca de 4 centímetros adicionais.
A gestão da obra fica a cargo da Opera della Primaziale Pisana (OPA). O presidente Andrea Maestrelli informou, em 2023, que a torre é um monumento estável.
Entre na conversa da comunidade