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Blindado Guarani com seis rodas e casco em V atravessa água protegendo 11 militares

Guarani, blindado anfíbio 6×6 de dezoito toneladas, transporta 11 militares com arma remota, elevando mobilidade, proteção e autonomia da infantaria

Ilustração mostra casco em V, bancos suspensos e blindagem interna do Guarani
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  • O blindado Guarani tem 18 toneladas, tração 6×6 e foi criado pelo Exército Brasileiro em parceria com a Iveco Defence Vehicles para transportar tropas em terrenos difíceis, com proteção contra minas.
  • Conta com motor FPT Cursor 9 de 383 cv, velocidade máxima de 110 km/h em rodovias e capacidade anfíbia de até 10 km/h, usando duas hélices traseiras.
  • O casco em V, blindagem modular em aço balístico nacional e bancos suspensos aumentam a resistência a explosões, suportando minas de até 6 kg.
  • O sistema de armas é controlado remotamente pela estação REMAX, que recebe metralhadoras de 7,62 mm ou .50 com mira diurna e térmica.
  • Pode transportar 11 militares e já está em uso em patrulhas de fronteira, operações de garantia da lei e da ordem e missões de paz; já foram entregues mais de seiscentas unidades, com plano de ampliar para mais de dois mil veículos.

O blindado Guarani, desenvolvido pelo Exército Brasileiro em parceria com a Iveco Defence Vehicles, é produzido para levar tropas a terrenos onde caminhões comuns não chegam. Com 18 toneladas e tração 6×6, ele alia mobilidade a proteção contra minas e capacidade anfíbica. O objetivo é modernizar a infantaria mecanizada.

O veículo abriga 11 militares, incluindo motorista, atirador e nove combatentes. Mantém velocidade de até 110 km/h em rodovias e atravessa áreas alagadas a cerca de 10 km/h, graças a hélices traseiras acionadas por sistema hidráulico. Seu casco em V dispersa a explosão de minas e protege a tripulação.

Estrutura e proteção

O Guarani utiliza blindagem modular em aço balístico nacional, com kits adicionais conforme o nível de ameaça. O interior inclui bancos suspensos presos ao teto, que absorvem energia da explosão, e piso que se deforma para reduzir impactos na coluna dos militares.

A proteção é complementada por revestimento em fibras de aramida (spall liner) e tapete antiminas, tornando o interior uma verdadeira célula de sobrevivência. O veículo suporta minas de até 6 kg de explosivo, segundo o Exército.

Sistema de armas e capacidade operacional

A estação REMAX, de operação remota, permite o uso de metralhadoras 7,62 mm ou .50 sem expor o atirador. A tecnologia aumenta a precisão e a segurança da guarnição. O Guarani também oferece integração com sistemas de monitoramento de fronteiras.

Atualizações e números oficiais indicam que já foram entregues mais de 600 Guaranis, com planos de seguir adquirindo novas unidades para chegar a mais de 2.000. O veículo já participa de patrulhamentos, operações de garantia da lei e exercícios conjuntos.

Vantagens estratégicas

A combinação de capacidade de transporte com armas controladas remotamente amplia a atuação da infantaria na linha de frente. A mobilidade em rios e áreas alagadas, aliada à proteção antimina, reduz baixas em explosões. A viatura reforça a presença brasileira em missões de fronteira e paz.

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