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Brasileiros consomem sódio acima do recomendado por sal invisível

Sódio oculto em ultraprocessados eleva o consumo diário para nove a doze gramas, quase o dobro da recomendação da Organização Mundial da Saúde, aumentando riscos cardíacos

O excesso de sal pode estar escondido em alimentos consumidos todos os dias
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  • Entre 13 e 19 de maio, a Semana Mundial de Conscientização sobre o Sal chama atenção para os impactos do consumo excessivo de sódio na saúde cardiovascular.
  • O brasileiro ingere entre nove e doze gramas de sal por dia, quase o dobro do máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é cinco gramas diários.
  • More de setenta por cento do sódio consumido vem de alimentos processados e ultraprocessados, segundo o cardiologista entrevistado.
  • Além dos alimentos óbvios, produtos “fitness” como barras proteicas, Whey, isotônicos e bebidas zero podem ter alto teor de sódio.
  • Dicas: reduzir ultraprocessados, ler rótulos (valor de sódio por porção acima de quatrocentos miligramas pede cautela) e usar temperos naturais para diminuir o sal.

O excesso de sal na alimentação segue como um risco relevante para a saúde cardiovascular no Brasil. Entre 13 e 19 de maio, a Semana Mundial de Conscientização sobre o Sal reforçou a importância de reduzir o consumo de sódio para evitar hipertensão, infarto e doenças renais.

Dados oficiais indicam que as doenças cardiovasculares causam cerca de 400 mil mortes por ano no país, com aproximadamente 46 mil relacionadas ao consumo excessivo de sal. O sódio oculto está presente em muitos produtos industrializados do dia a dia.

O brasileiro consome, em média, entre 9 e 12 gramas de sal por dia, quase o dobro do indicado pelas diretrizes internacionais. A Organização Mundial da Saúde recomenda no máximo 5 gramas diários.

Além disso, mais de 70% do sódio vem de alimentos processados e ultraprocessados, segundo especialistas.

O que está por trás do sal invisível

Além de itens óbvios como macarrão instantâneo e embutidos, o sódio aparece em produtos que costumamos achar saudáveis. Barras proteicas, whey, granolas, isotônicos, águas com sabor e refrigerantes zero podem ter níveis elevados de sal.

O excesso de sódio faz o corpo reter mais líquido, aumentando o volume de sangue e a pressão sobre o coração. Com o tempo, isso eleva o risco de hipertensão, infarto, AVC e doença renal crônica.

A alimentação atual, baseada em ultraprocessados, contribui para que jovens também apresentem pressão alta. A mudança de paladar tende a ocorrer com o tempo, facilitando a redução de sal.

Como reduzir o consumo de sódio

Método recomendado envolve temperos naturais como alho, cebola, ervas, limão, páprica e cúrcuma. A adaptação do paladar costuma levar de três a oito semanas.

A leitura de rótulos ganha importância: valores acima de 400 mg de sódio por porção indicam necessidade de cautela. Fique atento a glutamato, bicarbonato, fosfato e conservadores.

Reduzir ultraprocessados e evitar exageros ajuda a manter a saúde cardíaca sem alterar drasticamente o sabor das refeições. Provar a comida antes de acrescentar mais sal também é uma prática válida.

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