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Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave aumentam em crianças pequenas

SRAG aumenta em crianças até dois anos, impulsionado pelo VSR; demais faixas etárias permanecem estáveis, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz

Aumentam casos de internação por SRAG em crianças menores de 2 anos
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  • O boletim InfoGripe aponta aumento de SRAG em crianças com menos de 2 anos, em todas as regiões do país, impulsionado pelo vírus sincicial respiratório (VSR).
  • As demais faixas etárias permanecem com internações estáveis.
  • Houve crescimento de internações por influenza A em estados da Região Sul e, ao menos, em SP, ES (Sudeste) e RO, TO (Norte).
  • Em 2026, foram notificados 57.585 casos de SRAG; 45,7% tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, e 47,1% ainda aguardam confirmação.
  • Especialistas destacam a vacinação como principal medida de prevenção, com ênfase para grupos de risco e atualização das doses de influenza e COVID-19.

O Boletim InfoGripe da Fiocruz, publicado nesta quinta-feira, 14, aponta aumento de SRAG em crianças menores de 2 anos. A elevação ocorreu em todas as unidades federativas, impulsionada pela circulação maior do vírus sincicial respiratório (VSR). Demais faixas etárias tiveram internações estáveis.

O crescimento de casos de influenza A ocorreu em todos os estados da Região Sul e em parte do Norte (Rondônia e Tocantins) e do Sudeste (São Paulo e Espírito Santo). No período analisado, mais da metade das mortes ocorreu entre idosos.

Ainda segundo o boletim, o SRAG segue com baixa incidência por Covid-19, mas o vírus permanece como segunda principal causa de morte entre idosos. O rinovírus também contribuiu para o aumento, com impacto relevante em bebês e crianças pequenas.

Dados epidemiológicos de 2026 indicam 57.585 casos de SRAG, com 45,7% terminais positivos para vírus respiratório e 47,1% ainda sem confirmação laboratorial. Quinze das 27 capitais estavam com SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Sinais de crescimento a longo prazo atingiram cidades como Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Teresina. A vigilância aponta tendência de maior circulação de vírus respiratórios no país.

Prevenção por vacinação

Especialistas destacam a vacinação como principal medida de prevenção para doenças associadas ao VSR. Grupos de risco devem manter atualização de doses de influenza e de vacinas contra Covid-19, além de atenção às gestantes e crianças.

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