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Cidade flutuante com 750 mil toneladas de basalto revela engenharia marítima

Nan Madol, cidade flutuante sobre recifes, ergueu 750 mil toneladas de basalto e movia blocos de cinco toneladas entre ilhas artificiais

Cidade flutuante construída com 750 mil toneladas de colunas de basalto sobre recifes revela engenharia de civilização que movia blocos de cinco toneladas pelo oceano
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  • Nan Madol é uma cidade flutuante entre canais estreitos, construída com colunas de basalto sobre recifes no Oceano Pacífico, sem uso de metal ou rodas, ligada à dinastia Saudeleur por volta de 1200.
  • A estrutura reúne cerca de 92 ilhas artificiais conectadas por canais, com plataformas de cerca de 1,5 metro de altura e peso estimado de 750 mil toneladas em basalto.
  • Os blocos de cinco toneladas teriam sido transportados do outro lado da ilha de Pohnpei, usando balsas grandes, troncos de palmeira como flutuadores, correntes e marés altas, sem argamassa.
  • A importância arqueológica levou o local a ser reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
  • O abandono ocorreu no século dezoito por esgotamento de recursos e dificuldade de abastecimento de água potável; o avanço do nível do mar hoje ameaça a fundação de coral e requer ações de preservação.

Nan Madol, cidade erguida sobre o mar, é o foco de uma intrigante obra de engenharia arqueológica. Construída a partir de colunas de basalto pesadas, a cidade se estende por recifes no Pacífico, sem uso de metal ou rodas. A narrativa combina arquitetura monumental e adaptação ao ambiente marinho.

A construção começou por volta de 1200, servindo como sede administrativa e cerimonial da dinastia Saudeleur. O objetivo era marcar uma separação entre a elite e a população, consolidando o controle sobre rituais religiosos nas plataformas de pedra. Hoje, o sítio é reconhecido pela UNESCO pela sua importância arqueológica excepcional.

A monumentalidade de Nan Madol revela uma organização espacial única, capaz de manter blocos de basalto sobre a água salgada. A percepção de uma cidade flutuante envolve uma arquitetura que não depende de ferragens, o que reforça o fascínio histórico sobre tecnologias antigas.

Como blocos de cinco toneladas cruzaram o oceano

O transporte dos blocos, pesando em média 5 toneladas, ocorreu entre a pedreira de basalto e as ilhas centrais, situadas do lado oposto da ilha de Pohnpei. A técnica envolveu balsas, marés altas e conhecimento de flutuação para manter as peças estáveis durante a travessia.

  • Troncos de palmeira atuaram como flutuadores naturais de alta resistência.
  • Correntes marítimas foram aproveitadas para reduzir o esforço de tração.
  • Canais artificiais, dragados, facilitaram a logística de movimentação.
  • A montagem ocorreu por gravidade, sem argamassa ou cimento.

Estruturação e escala do projeto

Estima-se que cerca de 92 ilhas artificiais formaram uma rede de canais protegidos por quebra-mares. As plataformas atingiam aproximadamente 1,5 metro de altura acima do recife, sustentadas por rochas que compõem a base do conjunto.

  • Colunas de basalto: cerca de 5 toneladas cada uma, usadas nas paredes e fundações.
  • Recifes de coral: base natural que sustenta a obra subaquática.
  • Plataformas totais: somam 750 mil toneladas de material.

O abandono e o legado científico

O abandono de Nan Madol ocorreu no século 18, após o esgotamento de recursos hídricos e dificuldades de abastecimento de água potável. Sem um sistema de captação eficiente, o transporte de suprimentos tornou-se insustentável.

Atualmente, o avanço do nível do mar representa uma ameaça à fundação de coral que sustenta os blocos pesados, exigindo medidas de preservação para o sítio. A visão contemporânea aponta para uma compreensão de que o conhecimento técnico antigo, aliado à organização social, foi decisivo para erguer essa metrópole insular.

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